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Provedor da Misericórdia que enganou Passos é o candidato do PSD a Pedrógão

João Marques, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande que deu a Passos Coelho a informação errada sobre suicídios no concelho, é o candidato do PSD àquela autarquia. E foi presidente da câmara durante 16 anos

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, que assumiu ter induzido em erro Pedro Passos Coelho dando-lhe informações erradas sobre suicídios após os incêndios, é o candidato do PSD à presidência da autarquia.

João Marques, que é igualmente o presidente da concelhia laranja, esteve à frente da câmara de Pedrógão Grande durante 16 anos, entre 1997 e 2013, tendo saído há quatro anos por força da lei de limitação de mandatos. Em janeiro passado, foi escolhido pela concelhia a que preside para ser o candidato à autarquia - a alternativa que estava em cima da mesa seria o PSD voltar a apoiar o atual presidente da câmara, Valdemar Alves, que foi eleito há quatro anos numa lista de independentes que teve o suporte do PSD.

Tendo perdido o apoio do PSD, Valdemar Alves vai voltar a candidatar-se como independente, agora com o apoio do Partido Socialista.

Durante a última semana, o candidato do PSD tem feito bastantes declarações à imprensa, sobretudo aos media locais, falando quase sempre na sua qualidade de provedor da Misericórdia.

Foi igualmente nessa qualidade que João Marques deu esta manhã a Passos Coelho a informação, não confirmada, sobre a ocorrência de suicídios em Pedrógão após a calamidade da última semana. Com base nessa informação - que se revelou falsa -, Passos acusou o Governo de estar a falhar no apoio aos que sobreviveram à tragédia.

"Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. Peço-lhe desculpas públicas por isso", assumiu João Marques, em declarações ao Expresso