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Passos sobre Pedrógão: “O Estado falhou e está a falhar. Há pessoas que puseram termo à vida”

Reconhecer que o Estado não garantiu a segurança das pessoas e não protegeu as suas vidas “não depende de investigações ou auditorias”, afirma o líder do PSD

O líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, responsabilizou esta segunda-feira o Estado pelo facto de nos incêndios de Pedrogão ter falhado em garantir a segurança e “não ter protegido a vida das pessoas”.

Em visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera, esta segunda-feira, Passos Coelho sublinhou que essa é uma função “fundamental do Estado”, cujo reconhecimento de não ter sido assegurada “não depende de investigações ou auditorias”.

“Saber se essa falha foi inevitável ou se era evitável e há culpas a apurar, isso é outra conversa”, afirmou, para depois acrescentar: “Falhou e ainda está a falhar”, nomeadamente porque “tenho conhecimento de vítimas indiretas deste processo, de pessoas que puseram termo à vida, em desepero”, sinal de que “não receberam a tempo o apoio psicológico que lhes devia ter sido prestado”.

Passos Coelho criticou ainda a demora na criação de um mecanismo que permita que as pessoas lesadas sejam rapidamente ressarcidas, “sem necessidade de eventual recurso” à justiça. “Há precedentes”, sublinhou, recordando que “na tragédia de Entre-os-Rios o Governo em funções aprovou um mecanismo dessa natureza em quatro dias”.