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Passos Coelho não quer o país a viver à sombra da bananeira do turismo

JOSÉ COELHO/LUSA

O presidente do PSD alertou para o facto de que grande parte da procura turística que o país tem recebido é temporária

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, destacou este domingo ser importante que as grandes cidades do país, como Lisboa ou Porto, “não fiquem a viver à sombra da bananeira” porque muita da procura turística “é temporária”.

“O Porto é um dos casos mais importantes do país que tem beneficiado muito da dinâmica que a procura turística tem trazido. É um mérito muito associado ao país e às zonas que têm mais para oferecer e isso é bom e, quem vem com frequência ao Porto, é notória a diferença e o impacto que essa procura turística trouxe à cidade”, afirmou.

Destacou, porém, ser importante também que as grandes cidades, sejam Lisboa ou Porto, “não fiquem a viver à sombra da bananeira porque muita da procura turística é, por definição, temporária”.

Passos Coelho falava durante um encontro com jovens no Porto, com a participação do candidato à câmara, Álvaro Almeida, naquela que foi a primeira iniciativa partidária depois de uma semana de interregno devido à tragédia dos incêndios na região Centro do país, que vitimaram 64 pessoas e feriram mais de 200.

Para o líder do PSD, deve-se aproveitar essa procura, mas “não se pode construir um futuro a pensar nisso”, sendo “muito importante” que “outras dimensões económicas possam ser reforçadas a par do turismo”.

“Tem de haver capacidade para responder às pessoas que se querem fixar”, sublinhou o líder social-democrata, lembrando que “o Porto é um dos municípios que tem estado em alta, mas há muitos outros que têm oportunidade de agarrar esta questão do turismo para se desenvolverem”.

Salientou, porém, que “ela própria [questão do turismo] vive de aspetos conjunturais e temporários que não podem fazer esquecer outras áreas económicas importantes (...) e se não existir emprego e habitação, não se consegue fixar as pessoas”.