Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Louçã acusa Costa de ter “hesitado no apuramento dos factos” em Pedrógão

LuÍs Barra

Francisco Louçã diz que “o que o Governo devia ter feito era nomear logo uma comissão presidida por uma personalidade independente”. Ex-líder do BE avisa que comissão parlamentar para investigar falhas de coordenação e erros cometidos no ataque ao incêndio de Pedrógão Grande “é vagamente inútil”

Francisco Louçã acusa o Governo de ter hesitado no apuramento dos factos em Pedrógão Grande e avisa António Costa de que a comissão independente proposta pelo PSD no Parlamento e a que o primeiro-ministro decidiu aderir é "vagamente inútil".

"O que o Governo devia ter feito era nomear logo uma comissão presidida por uma personalidade independente e com prestígio indiscutível, com o mandato de investigar falhas de coordenação e erros cometidos e de fazer recomendações no curto prazo", escreveu o economista e ex-coordenador do Bloco de Esquerda no "Público", num artigo intitulado "A agenda do rescaldo".

"O Governo reagiu depressa, percebendo o caos que estava instalado na frente de combate ao fogo, envolvendo os ministros necessários e coordenando, entre o primeiro-ministro e o Presidente, o apoio às populações. Mas hesitou no apuramento dos factos", acusa Louçã. Na sua opinião, António Costa "com o seu instinto, veio a aceitar a sugestão de uma comissão independente". Mas, avisa, "uma comissão parlamentar, que é o que o PSD propõe, é vagamente inútil".

No mesmo artigo, o ex-líder do BE defende Marcelo Rebelo de Sousa – "acho desprezível o ataque que lhe foi feito" – e aponta problemas que PSD, CDS e PCP na sua opinião "têm em mãos". Os dois partidos de direita por terem "promovido o eucaliptal", e o PCP por, tal como os outros dois, "não terem, durante o ano, apresentado nenhum projeto no Parlamento" sobre a temática da floresta e dos fogos.