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Política

Comissão Europeia disponível para apoiar empresas afetadas

LUCÍLIA MONTEIRO

Bruxelas mostrou disponibilidade para criar um regime de exceção para repor a atividade das empresas afetadas pelo incêndio em Pedrógão

A Comissão Europeia mostrou disponibilidade para criar um regime de exceção para repor a atividade das empresas afetadas pelo incêndio em Pedrógão Grande, afirmou este sábado a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Ana Abrunhosa, anunciou, no local, que a comissária Corina Cretu já mostrou "disponibilidade para se fazer um regime de exceção para repor a atividade produtiva das indústrias que foram destruídas pelos fogos" naqueles concelhos.

Segundo a responsável da CCDRC, as regras do Portugal 2020 só permitem o apoio de fundos comunitários a "projetos inovadores para empresas", sendo necessário criar-se um regime de exceção para permitir apoiar, a fundo perdido, todas s empresas afetadas pelo incêndio que afetou o interior norte do distrito de Leiria.

Ana Abrunhosa acrescentou que a medida será também "extensível a outros concelhos, como Góis e Pampilhosa da Serra", desde que se confirme "destruição da atividade" empresarial. De acordo com a responsável, esta medida deverá ser proposta no início da próxima semana pelo Governo, no Fórum da Coesão, que se realiza em Bruxelas na segunda-feira e na terça-feira. A Comissão Europeia mostrou, segundo Ana Abrunhosa, "total abertura".

Em declarações à agência Lusa, a presidente da CCDRC explicou que no caso da agricultura e da floresta os quadros existentes já apresentam cobertura para este tipo de apoio. E ainda pode ser acionado o fundo de solidariedade da Comissão Europeia (CE), se os prejuízos atingirem os 500 milhões de euros, apoiando a CE apenas "apoia 2,5%".