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MNE: Portugal “certamente” recorrerá ao Fundo de Solidariedade da UE

Marcos Borga

Criado para apoiar financeiramente os Estados-Membros da UE em caso de catástrofes naturais, o Fundo foi recentemente utilizado para apoiar Portugal a fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de agosto de 2016 na Madeira

Portugal vai "certamente" recorrer também ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, na sequência do devastador incêndio em Pedrógão Grande, afirmou esta segunda-feira no Luxemburgo o ministro dos Negócios Estrangeiros, que agradeceu a solidariedade dos parceiros europeus.

"Certamente que recorreremos também ao Fundo Europeu de Solidariedade. Ele existe justamente para nos ajudarmos uns aos outros na resposta a estes eventos muito difíceis. A seu tempo o faremos", declarou Augusto Santos Silva, à margem de uma reunião de chefes de diplomacia da UE, iniciada com um minuto de silêncio em memória das vítimas dos incêndios em Londres, na semana passada, e em Portugal, no fim de semana.

Criado para apoiar financeiramente os Estados-Membros da UE (assim como os países candidatos à adesão) na eventualidade de catástrofes naturais, o Fundo de Solidariedade da UE foi recentemente utilizado para apoiar Portugal a fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de agosto de 2016 na Madeira, tendo a Comissão Europeia proposto um apoio de 4 milhões de euros, após ter concluído a apreciação do pedido de ajuda formulado pelas autoridades nacionais.

Falando aos jornalistas diante de bandeiras a meia-haste, e a portuguesa com um fumo preto, Augusto Santos Silva fez questão de agradecer toda a solidariedade e apoio que Portugal recebeu, sobretudo da UE mas não só.

"Todos os pedidos que nós fizemos no quadro europeu foram imediatamente respondidos e, portanto, também em nome do Governo português, só tenho a agradecer à UE a prontidão com que exprimiu a sua solidariedade e pôs à disposição de Portugal diferentes mecanismos de apoio, em resultado dos quais já estão esta segunda-feira a operar em Portugal meios aéreos vindos de Espanha e de França e um destacamento de bombeiros também deslocados a partir de Espanha", apontou.

Por outro lado, indicou, ao longo de domingo o Governo recebeu "propostas de ajuda e apoios de muitos, mas mesmo muitos países, seja no âmbito da UE, seja outros países amigos e aliados fora da UE".

O mais recente balanço do incêndio florestal que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, dá conta de 63 mortos e 135 feridos, havendo ainda dezenas de deslocados, e está por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

O fogo, que deflagrou às 13h43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.