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Teresa Leal Coelho esclarece que defende concessão da Carris e do Metro a privados, não a sua privatização

tiago miranda

Diretor de campanha deixa claro que não pode confundir-se privatização com concessão da gestão a privados, modelo que a candidata a Lisboa defende para a Carris. O transporte público perfila-se como um dos principais temas da campanha para as autárquicas na capital.

Teresa Leal Coelho defende “a concessão do serviço do Metro e Carris a privados, através do lançamento de um concurso público internacional, para que os cidadãos possam ter um serviço de melhor qualidade do que aquele a que têm direito atualmente. Ora isso é completamente diferente da privatização”.

O esclarecimento é firmado por Luis Monteiro, diretor de campanha da candidata do PSD às eleições autárquicas em Lisboa, em reação a um artigo de opinião hoje publicado no Expresso, que fala em “privatização”. Depois de Teresa Leal Coelho ter defendido na semana passada, em entrevista ao Expresso, a concessão, várias notícias citaram as suas palavras falando em privatização. A direção de campanha da candidatura do PSD a Lisboa quer esclarecer o assunto de vez.

“Vou propor a concessão da Carris a privados e bater-me pela concessão do metro”, afirmou há uma semana Teresa Leal Coelho.

Numa privatização, o propriedade de uma empresa é vendida a privados; numa concessão, a empresa permanece propriedade do Estado, sendo a sua gestão entregue a privados. Foi o que aconteceu por exemplo na Ana, em que os franceses da Vinci pagaram cerca de três mil milhões de euros ao Estado por uma concessão de 50 anos.

No esclarecimento enviado ao Expresso, o diretor de campanha é preciso: “Privatização - Realizar a aquisição ou incorporação de empresa (do sector público) por empresa privada; Concessão - Substantivo feminino, do latim "concessio", que significa permissão e expressa o acto ou efeito de conceder, outorgar ou entregar alguma coisa alguém para exploração”.

“Repudiamos a acção política que se sustenta na deturpação e na manipulação das ideias defendidas pelos adversários”, concretiza o comunicado.

O destino da Carris e do Metro, no contexto do serviço de transporte público, deverá ser um dos temas quentes na campanha autárquica de Lisboa. Fernando Medida confirmou ontem que será candidato do PS, como se esperava.