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Manuel Pizarro: “No Porto estamos muito habituados a ter de fazer um esforço adicional para ter vitória”

Manuel Pizarro, vereador da Câmara Municipal do Porto

MÁRIO CRUZ / Lusa

Vereador da Câmara Municipal do Porto reagiu à decisão do Governo de reabrir a candidatura portuguesa à Agência Europeia do Medicamento (EMA) para incluir o Porto

Embora esteja satisfeito com a decisão de o Governo reabrir a candidatura portuguesa à sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA no acrónimo em inglês), possibilitando a entrada do Porto na corrida, Manuel Pizarro deixou este sábado um lamento em conferência de imprensa: “No Porto estamos muito habituados a ter que fazer esforço adicional para ter vitória”.

Pizarro acrescentou que a cidade não se limitou a queixar-se da situação, apresentando propostas concretas ao Governo. E foi “face a elas”, garante, que foi possível “esta alteração da posição” por parte do Governo.

“A coesão territorial fica mais reforçada com a candidatura da cidade do Porto”, reforça o vereador da Câmara (e candidato do PS nas próximas autárquicas), recordando que o Porto “sempre” exigiu “que o processo de candidatura fosse transparente”.

Reconhecendo que a candidatura portuguesa está, neste momento, “na estaca zero”, Pizarro acrescenta que agora é tempo de “pôr mãos ao trabalho” e “arregaçar as mangas para fazer uma candidatura vencedora”.

A candidatura de Portugal à Agência Europeia do Medicamento (EMA) tem gerado polémica no país, com o apoio do Governo a Lisboa. Mas, este sábado, o Executivo decidiu reabrir o processo, possibilitando assim que o Porto entre na corrida.

Em comunicado, o Governo disse que “só o Porto, a par de Lisboa, parece reunir condições para uma candidatura muito exigente e competitiva em termos europeus”. E explica que “tomou a iniciativa de contactar a Câmara Municipal do Porto para que a cidade se associasse, no âmbito da comissão de candidatura nacional, ao processo de avaliação que irá decorrer à luz dos critérios oficiais definitivos”.

Num comunicado publicado na noite de quinta-feira na página oficial da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira reforçou que a autarquia não foi consultada ou “convidada a contribuir com qualquer informação técnica ou outra” para a comissão de avaliação nomeada pelo Governo e responsável por escolher a cidade candidata a sede da EMA. Além disso, denunciou a existência de representantes da Câmara de Lisboa na comissão de avaliação.

O presidente da Câmara do Porto considera que a cidade tem condições para acolher a sede da EMA, uma vez que “tem um excelente aeroporto internacional, não congestionado, com boas ligações à Europa, em alguns casos melhores até do que Lisboa, como é o caso de França”. E recorda que tem “escolas de línguas estrangeira oficiais e privadas em alemão, inglês e francês”.