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Fitch confirma melhoria de perspetiva no rating de Portugal

reuters

Como o Expresso avançou três horas antes, a posição de Portugal passou de “estável” para “positivo”. Em termos de rating não há ainda mexidas. No entanto agência deixa um alerta: “a estrutura da maioria parlamentar expõe o Governo a uma potencial pressão política para relaxar na política orçamental, especialmente após a saída do Procedimento por Défice Excessivo”

A agência de notação financeira Fitch melhorou, esta sexta-feira, de “estável” para “positiva” a perspetiva da dívida portuguesa. A notícia, que foi avança pelo Expresso e a SIC Notícias, é agora confirmada pela agência de notação financeira. Em termos de rating não há ainda mexidas: mantém-se a notação BB+.

“O défice orçamental como notoriamente reduzido em 2016 para 2% do PIB, de 4,4% em 2015, levando à saída do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) em que estava desde 2009”, refere a Fitch no relatório. “A Fitch espera também que o Governo continue com uma política orçamental apertada enquanto mantém a estabilidade dentro da maioria parlamentar. De qualquer forma, a estrutura da maioria, que une o Partido Socialista e dois partido da extrema esquerda, expõe o Governo a uma potencial pressão política para relaxar na política orçamental, especialmente após a saída do Procedimento por Défice Excessivo”, lê-se ainda.

A decisão da Fitch, uma das quatro agências de notação financeira que o Banco Central Europeu tem em conta para as suas avaliações, surge no mesmo dia em que os 28 ministros das Finanças da União Europeia retiraram Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE).

A decisão abre expectativas de que, na próxima avaliação da agência, no dia 15 de dezembro, Portugal possa sair finalmente do rating “lixo”. Nos mercados, é esperado que as agências de notação financeira - além da Fitch há mais três - melhorem a perspetiva de Portugal em 2017, mas espera-se que melhorias de rating só aconteçam a partir de 2018.

A Fitch, assim como as agências de notação financeira Moody's e Standard and Poor's (S&P), ainda mantêm Portugal no nível de 'lixo', o que encarece os custos do financiamento soberano e das empresas portuguesas. Só a agência DBRS classifica Portugal acima de lixo.