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Dombrovskis e a saída de Portugal do défice excessivo: “Hoje é dia de celebrar, amanhã de trabalhar”

ERIC VIDAL / Reuters

Saída de Portugal do procedimento do défice excessivo é oficial, depois de ter sido aprovada pelo Ecofin, esta manhã. Em reação, Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, diz que vê “com satisfação” que os ministros das Finanças da UE “tenham aprovado a nossa recomendação”

A saída de Portugal do procedimento por défice excessivo (PDE) foi aprovada esta manhã pelo Conselho dos ministros das Finanças da União Europeia. A decisão foi tomada na reunião dos 28 membros do Ecofin, Mário Centeno incluído, que aprovaram a recomendação anterior feita pela Comissão Europeia.

Numa primeira reação, Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, expressou-se nestes termos: "Vejo com satisfação que os ministros das Finanças tenham aprovado a nossa recomendação para a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo. Hoje é o dia para celebrar. Amanhã é o dia para continuar o trabalho árduo. É a altura certa para Portugal continuar o esforço de reformar a sua economia. As reformas são o caminho para Portugal manter este momento positivo.”

Bruxelas tinha decidido no mês passado recomendar o encerramento do PDE aplicado a Portugal, depois de o país ter reduzido o seu défice para 2,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, abaixo da meta dos 3% inscrita no PEC, e na sequência das suas próprias previsões económicas, que antecipam que o país continuará com um défice abaixo daquele valor de referência em 2017 e 2018, assegurando assim uma trajetória sustentável do défice.

A decisão formal do Ecofin significa que Portugal sairá finalmente do PDE que lhe era aplicado desde 2009 e passará do braço corretivo para o braço preventivo do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

  • Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário não sofreram alteração depois da oficialização esta sexta-feira pelo Ecofin da saída do país do procedimento de défice excessivo (PDE). Juros em alta na zona euro, com exceção da Grécia. Espanha lidera subidas