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Passos acusa Governo de cortar “a sério” na saúde e na educação

"De nada vale dizer que tudo melhorou imenso desde que o anterior Governo [PSD/CDS-PP] saiu na saúde, quando os profissionais sabem todos os dias, e os doentes que lá vão, que faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam equipamentos, porque o Governo para aumentar os salários e baixar o IVA na restauração cortou a sério no investimento publico na saúde e na educação", acusou

O presidente do PSD acusou, na quarta-feira, o Governo PS de ter cortado "a sério" no investimento público na saúde e na educação, criticando PCP e BE por acharem "normal e certo", porque "é o Governo deles".

"De nada vale dizer que tudo melhorou imenso desde que o anterior Governo [PSD/CDS-PP] saiu na saúde, quando os profissionais sabem todos os dias, e os doentes que lá vão, que faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam equipamentos, porque o Governo para aumentar os salários e baixar o IVA na restauração cortou a sério no investimento publico na saúde e na educação", acusou Pedro Passos Coelho, na vila de Almodôvar, distrito de Beja, no Alentejo.

Segundo Pedro Passos Coelho, que falava na quarta-feira à noite num jantar de apresentação dos candidatos do PSD aos órgãos autárquicos do concelho de Almodôvar nas eleições autárquicas de 01 de outubro deste ano, se o PSD tivesse "feito isso, aqui ‘d’el rei’, tinha sido o fim do mundo, mas como é o PS eles acham normal e certo, o Bloco de Esquerda e o PCP não estão nada preocupados com isso, é o Governo deles, não tem mal".

"Mas, nós [PSD] sabemos que tem mal, não é por ser o PS", é porque as instituições das áreas da saúde e da educação "são cruciais para que possamos ter níveis de bem-estar de países desenvolvidos, para que possamos atrair mais investimento e para que o país possa crescer ainda mais no futuro", sublinhou.

O líder do PSD acrescentou ainda que o Governo PS "fez escolhas orçamentais que não eram tão prudentes" e "agora não tem dinheiro para pôr" no Serviço Nacional de Saúde e "manda cortar 35%" na contratação externa de serviços, que, "na prática, são médicos e enfermeiros que vão prestar esses serviços aos hospitais".

"Manda cortar porquê? Porque não tem dinheiro. Então porque é que anda a dizer que acabou a austeridade e os problemas estão resolvidos? Não estão e nós [PSD] estamos cá para lembrar isso, não é para atirar pedras, como eles [PS]" fizeram ao anterior Governo PSD-CDS/PP, frisou.

O anterior Governo PSD-CDS/PP pôs dinheiro no SNS "para ver se as coisas se regularizavam", mas o PS dizia que o executivo "estava a dar cabo do SNS", lembrou Pedro Passos Coelho.

Agora, continuou, como o Governo PS nomeou para presidente da Caixa Geral de Depósitos o ministro da Saúde do anterior executivo PSD-CDS/PP, "que tratou disso, acham que já podem dizer que está tudo resolvido".

Mas "não está e as pessoas que vão aos serviços de saúde sabem que os profissionais fazem um esforço enorme para prestar um bom serviço, mas há um limite para o que as pessoas podem fazer sem meios, mesmo médicos e enfermeiros", alertou.

Na sua intervenção em Almodóvar, tal como já tinha feito antes em Borba, na apresentação dos candidatos do PSD no distrito de Évora às eleições autárquicas deste ano, Pedro Passos Coelho voltou a congratular-se por Portugal ter colocado , na quarta-feira, Obrigações do Tesouro a 10 anos e por o Governo ter feito "o contrário" do que o PS "combinou" com o Bloco de Esquerda sobre a gestão da dívida pública portuguesa.

"Hoje foi feita uma emissão a 10 anos. E cá estou eu a dizer: muito bem. Acho que valeu a pena", disse, retificando depois: "Não é muito bem, é bem, muito bem era a 15, acho que havia hipótese de fazer uma emissão a 15 anos, era melhor para os próximos anos, para os próximos governos, para os portugueses".

Mas, "ainda bem que o Governo fez o contrário do que o PS combinou com o Bloco de Esquerda", rematou.