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Costa convida empresários chilenos a investirem no agroalimentar e florestas

PAULO NOVAIS / LUSA

Tal como no início desta semana na visita oficial à Argentina, também no Chile o primeiro-ministro usou a imagem de Portugal, através do porto de Sines, como porta de entrada das exportações chilenas para o mercado da União Europeia. Mas, no caso do Chile, o primeiro-ministro deixou também uma mensagem para os investidores chileno, destacando a tese de que produzir em Portugal “é estar a produzir no mercado da UE”

O primeiro-ministro convidou na quarta-feira os empresários chilenos a fazerem a expedição de Fernão Magalhães em sentido contrário, em direção ao mercado português, falando em oportunidades de negócios nos setores agroalimentar e da gestão florestal. António Costa falava na sessão de abertura do seminário Portugal/Chile investimentos, no Ministério das Relações Exteriores chileno, que contou com a participação de dezenas de empresários dos dois países e que foi encerrado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

Com o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, também presente no seminário, o primeiro-ministro começou por elogiar a estabilidade e a sustentabilidade da trajetória de crescimento económico do Chile.

Tal como acontecera no início desta semana na visita oficial à Argentina, também neste seu primeiro de dois dias no Chile o líder do executivo nacional usou a imagem de Portugal, através do porto de Sines, poder ser a porta de entrada das exportações chilenas para o mercado da União Europeia. Mas, no caso do Chile, o primeiro-ministro deixou também uma mensagem para os investidores chileno, destacando a tese de que produzir em Portugal “é estar a produzir no mercado da União Europeia”.

No caso das florestas, António Costa referiu que o seu Governo tem em curso um conjunto de alterações legislativas, tendo em vista melhorar a proteção ambiental e valorizá-las do ponto de vista económico. “Em Portugal, ao contrário do que acontece no Chile, a grande maioria do património florestal está nas mãos de privados e tem uma área de muito reduzida dimensão, o que dificulta qualquer objetivo de rentabilização económica. Mas, há agora um novo quadro jurídico para sociedades de investimento, tendo em vista uma gestão integrada através do pagamento de uma renda a cada um dos pequenos proprietários”, especificou.

O líder do executivo referiu-se depois “à grande experiência” chilena no agroalimentar, dizendo neste campo que Portugal “está a desenvolver as áreas de regadio para aumentar as produções”. “Da mesma forma que vieram empresas portuguesas para o Chile para produzirem vinho, estou certo que há empresas chilenas que podem produzir já em Portugal, na Europa, determinados produtos”, disse.

Também segundo o primeiro-ministro, no domínio do empreendedorismo tecnológico, a segunda edição da Web Summit, em Lisboa, “é uma grande oportunidade para as 'startups' chilenas encontrarem parcerias com [empresas] portuguesas ou de qualquer outra parte do mundo”.

Neste seminário, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo para o Comércio Externo de Portugal) assinou um convénio de colaboração com a Invest/Chile. O presidente da ASICEP, Castro Henriques, considerou que o mercado do Chile “assume uma posição crucial na América Latina, devido à economia aberta e estável”.