Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Dia de Portugal teve 28 horas

JOSÉ COELHO/LUSA

As comemorações oficiais do Dia de Portugal duraram 28 horas. Entre o Porto e São Paulo, o Presidente da República e o primeiro-ministro assinalaram "uma história comum a centenas de milhares de famílias, que vivem como se tivessem uma só pátria"

O Presidente da República optou, sábado à noite, por fazer "um discurso de coração" perante centenas de luso-descendentes, que, em São Paulo, se reuniram para celebrarar o Dia de Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a união "de alma" existente entre Portugal e o Brasil, que é resultado do património acumulado por muitas gerações e que permite resistir a todas as mudanças políticas.

Num Teatro Municipal de São Paulo completamente cheio, Marcelo Rebelo de Sousa falou após a intervenção do primeiro-ministro, António Costa e recebeu a primeira salva de palmas quando declarou: "Queremos abraçar essa grande potência mundial que é o Brasil".

"Nós, portugueses, admiramos o Brasil e orgulhamo-nos do Brasil como potência. Cada vez que o Brasil vence, Portugal sente que também vence", declarou o chefe de Estado, falando, depois, no caráter invulgar das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

"É um dia que tem 28 horas, começou esta manhã no Porto e continua aqui em São Paulo", disse, sublinhando os laços históricos que unem os dois países e referindo-se mesmo ao percurso da sua própria família, com constantes mudanças de vida entre Portugal e o Brasil destacou como existem "centenas de milhares de famílias, que vivem como se tivessem uma só pátria".

Sem fazer uma referência direta à atual conjuntura política brasileira, o Presidente da República fez questão, porém, de destacar como "podem mudar as políticas, mais para a esquerda, mais para a direita ou mais para o centro, podem mudar as sensibilidades e os tempos, mas continua aquilo que nos une: a alma".

O Presidente da República deixou também uma mensagem de "gratidão" aos brasileiros, afirmando que "Portugal é aquilo que é hoje graças ao Brasil"."Portugal tem um território físico, mas tem um território espiritual muito maior. É por causa do território espiritual que António Guterres é secretário-geral das Nações Unidas", concluiu.