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Marcelo: "É bem mais o que nos aproxima do que aquilo que nos afasta"

JOSÉ COELHO/LUSA

Presidente da República diz que acredita "em Portugal e nos portugueses". Diz que é obrigação de todos "respeitar quem nos deu e dá a independência e a liberdade". Segue agora para o Brasil para continuar a assinalar o 10 de junho.

Para o Presidente da República o 10 de junho é dia de muitas coisas. Dia de Portugal, Dia de Camões, Dia das Comunidades Portuguesas, Dia das Forças Armadas. Mas o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa foi mais uma ve curto e mesmo assim chegou para passar em revista todos estes assuntos. E, no final, a conclusão principal é que "é missão de todos respeitar quem nos deu e dá a liberdade e a independência".

Foi a primeira cerimónia oficial do dia. No Porto - "leal, nobre, livre e independente cidade que nunca temeu e nunca vacilou", segundo Marcelo Rebelo de Sousa - o Presidente foi o comandante supremo das Forças Armadas. Passou revista às tropas em parada. Assistiu à cerimónia de homenagem aos mortos em combate. Fez um minuto de silêncio e ouviu a prece do capelão mor da Força Aérea, a que se seguiu o sobrevoo dos F16.

Presentes na cerimónia, além do anfitrião Rui Moreira, estiveram o primeiro ministro, o ministro da Defesa, presidente da Assembleia da Republica e os chefes militares de todos os ramos das forcas armadas. Tudo se passou na foz, entre a avenida Montevidéu e a avenida Brasil, bem a propósito de umas comemorações que começam a Norte do País e seguem para o outro lado do Atlântico, para onde Presidente e primeiro-ministro viajam neste momento e onde está previsto chegarem esta noite.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, as distâncias não importam. Portugal é "uma pátria que não tem fronteiras espirituais e que nasceu para ser ecuménica" e por isso, há "um passado que é a nossa génese e o futuro que é o nosso destino".Por cá ou do outro lado do Oceano "são muitos os caminhos que concluem esse desígnio”, porque "é muito mais aquilo que nos aproxima do que o que nos afasta”, garante o Presidente da República.

As cerimónia seguem, por isso mesmo, daqui a algumas horas e a milhares de quilómetros de distância.