Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Lisboa: €23 milhões para nova Câmara

Nuno Botelho

Autarquia comprou em 2016 cinco edifícios para renovar os Paços do Concelho e a Praça do Município

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O projeto de Fernando Medina para libertar o edifício dos Paços do Concelho de funções administrativas e concentrar na Praça do Município os gabinetes de vereadores que estão dispersos pela cidade já custou 23 milhões de euros em aquisição de edifícios. Conforme o Expresso avançou em primeira mão na edição do passado sábado, o edil de Lisboa quer abrir ao público o edifício dos Paços do Concelho, o que obriga a esvaziar os gabinetes de trabalho aí instalados, nomeadamente do presidente, vice-presidente e outros vereadores. Medina quer transferir esses gabinetes para outros edifícios da Praça do Município e aproveitar para juntar no centro da cidade todo o elenco da vereação.

Para transformar o edifício histórico da Câmara numa “sala de visitas” de Lisboa, e a Praça do Município numa espécie de “cidade administrativa”, a autarquia adquiriu ao longo de 2016 cinco imóveis, num investimento total de 23,3 milhões de euros.

De acordo com os dados fornecidos esta semana ao Expresso, o investimento mais vultuoso foi o edifício que vai do nº 25 ao nº 34 da Praça do Município, adquirido ao BPI por €10,4 milhões. O mesmo banco vendeu à autarquia outros dois edifícios contíguos, um na Praça do Município e outro no Largo de São Julião, por €2,9 milhões e €3,9 milhões respetivamente. Um imóvel em frente à Câmara, no lado poente da praça (nºs 8-13), custou 1,8 milhões, e outro, no Largo de São Julião, foi adquirido por €4,1 milhões.

Após a publicação desta notícia do Expresso, a CML esclareceu que, no âmbito do projeto de concentração de serviços dispersos do município em 3 pólos (Baixa, Campo Grande e Olivais), "já foram ou vão ser alienados os edifícios/terrenos" que atualmente estão ocupados pela autarquia e vão ficar livres. "Alguns têm valor significativo como o das antigas oficinas de Alcântara (já alienado) ou das instalações da higiene urbana (rua da Boavista), entre outros."
Para além disso, a CML acrescenta que haverá poupanças na medida em que "serão terminados vários contratos de aluguer que a câmara teve que realizar para instalar os seus serviços. Um dos mais importantes é o das atuais instalações da CML na rua do Ouro, arrendado à CGD."