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Política

PM: Finanças, BdP e principais bancos estudam solução para o malparado

Nuno Botelho

Líder parlamentar do PSD lamenta que o Governo ande “há ano e meio” a falar em estudos sobre uma solução para o crédito malparado.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira, que se realizou na segunda-feira uma reunião entre o Ministério das Finanças, o Banco de Portugal (BdP) e os três maiores bancos que visa preparar uma solução para o crédito malparado.

No debate quinzenal no parlamento, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, questionou o primeiro-ministro "como está o estudo sobre o crédito malparado e o famoso veículo que prometeu ao país que iria criar".

Na resposta, o primeiro-ministro começou por salientar que a questão do crédito malparado "foi ignorada durante vários anos".

"Posso-lhe responder que, ainda na segunda-feira, houve uma reunião no Ministério das Finanças entre o Ministério, o Banco de Portugal e os três principais bancos do país com mais elevado nível de créditos não performativos [Costa foi interrompido pelo barulho que vinha da bancada do PSD]... de forma a apresentarem aos bancos uma proposta de solução para eles estudarem, serem ouvidos e darem parecer sobre a matéria", disse.

O líder parlamentar do PSD lamentou que "há ano e meio" que o Governo ande a falar em estudos sobre a matéria.

"Ano e meio depois deixe-se de conversas, qual é a solução, quem vai financiar esta solução para o crédito malparado, que, deixe-me dizer-lhe, foi criado na altura dos governos socialistas", questionou Luís Montenegro.

Tem sido muito falada a necessidade de criação de um 'veículo' para retirar crédito malparado e em risco do balanço dos bancos, com o Governo a considerar uma medida prioritária apesar de vários presidentes de bancos reiterarem que não é necessário.

Da parte dos bancos, estes referem habitualmente que as empresas que procuram crédito apresentam situações frágeis e que as operações seriam muito arriscadas.

Quanto ao crédito malparado (crédito de cobrança duvidosa), registou-se em abril uma melhoria, tanto nas empresas como nas famílias.

Nas empresas, o rácio de empréstimos em incumprimento era de 15,4% do total do crédito concedido e nas famílias de 4,7%, sendo o crédito à habitação aquele que tem menor grau de incumprimento (3%), como tradicionalmente.