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Santos Silva considera novo chefe das secretas uma “muito boa escolha”

MIGUEL A. LOPES / Lusa

“Na minha opinião [José Júlio Pereira Gomes] é uma muito boa escolha [para secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa] e agora aguardamos tranquilamente a audição parlamentar”, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros

O ministro dos Negócios Estrangeiros português defendeu esta terça-feira em Madrid que o novo secretário-geral do Serviço de Informações é uma “muito boa escolha” e mostrou-se confiante em que “todos os esclarecimentos serão dados” e “todas as questões serão esclarecidas”.

“Na minha opinião [José Júlio Pereira Gomes] é uma muito boa escolha [para secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa] e agora aguardamos tranquilamente a audição parlamentar”, disse Augusto Santos Silva à margem de um simpósio em que participou na capital espanhola.

O responsável governamental confirmou que o seu Ministério recebeu “no início desta semana” um pedido de informação da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias do parlamento sobre o chefe indigitado das secretas portuguesas, estando os serviços que tutela “a proceder à pesquisa sobre os documentos, para serem entregues à Assembleia da República”.

“É uma boa prática que as audições parlamentares não sejam um proforma e se houver alguma dúvida ela seja esclarecida”, insistiu Augusto Santos Silva, que fez questão em esclarecer que a nomeação do secretário-geral do Serviço de Informação da República portuguesa é feita por “nomeação do primeiro-ministro, após a audição parlamentar da individualidade indigitada”.

A indigitação de Pereira Gomes está a levantar alguma controversa depois de a eurodeputada Ana Gomes (PS) ter manifestado a sua preocupação pela nomeação.

Em declarações ao “Diário de Notícias”, Ana Gomes, que conheceu Pereira Gomes quando este era chefe da missão de Portugal em Timor-Leste em 1999, antes da independência daquele território, assumiu que ficou “muito surpreendida e apreensiva”, porque, “não estando em causa o percurso profissional, falta a Pereira Gomes o perfil psicológico”.

“Eu julgo ter conhecimento dos factos que ocorreram em 1999 em Timor-Leste numa circunstância muito difícil”, disse Augusto Santos Silva, acrescentando que “quaisquer dúvidas sobre esses factos serão esclarecidas no momento e na sede própria.”