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Portugal e Espanha querem cooperar na afirmação das suas línguas

ALBERTO FRIAS

O ministro Augusto Santos Silva salientou que é preciso ir mais longe e estender a cooperação entre os dois países a todo o globo, através do Instituto Camões e do Instituto Cervantes

Os chefes da diplomacia de Portugal e Espanha defenderam esta terça-feira em Madrid um aumento da cooperação entre os dois países para potenciar a afirmação da língua portuguesa e espanhola a nível mundial.

Augusto Santos Silva e Alfonso Dastis, acompanhados pelo ministro da Cultura espanhol, Ínigo Méndez de Vigo, aproveitaram a sessão inaugural do 1.º Simpósio das Línguas Portuguesa e Espanhola para analisar a evolução das duas línguas e o seu lugar no mundo.

“É muito importante generalizar o ensino do espanhol nos países de língua portuguesa na ibero-américa e do português nos países de língua espanhola” desse espaço, sublinhou o ministro português dos Negócios Estrangeiros.

Santos Silva salientou que é preciso ir mais longe e estender a cooperação entre os dois países a todo o globo, através do Instituto Camões (Portugal) e do Instituto Cervantes (Espanha).

Segundo o responsável governamental, trata-se de realizar “uma colaboração inteligente” entre as duas instituições, com partilha de recursos para potenciar o alcance das duas línguas.

“A maior afirmação das duas línguas enriquece a nossa casa comum que é todo o mundo”, concluiu Santos Silva.

Por seu lado, Alfonso Dastis defendeu um “impulso” à comunidade ibero-americana através do bilinguismo que, na sua opinião, serve para defender a “diversidade”.

O responsável pela diplomacia espanhola referiu na sua intervenção que, “nestes dias”, Portugal tem estado muito presente em Espanha, nomeadamente ao ser o país convidado da Feira do Livro de Madrid, que termina no domingo, ao ter ganho o festival da Eurovisão de música e ao ter tanto sucesso no futebol.