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Marcelo chegou à última das sete ilhas. “Pena que já está a acabar”

José Carlos Carvalho

Seis dias depois, Marcelo Rebelo de Sousa chegou à última das sete ilhas da sua visita aos Açores. Passou pelo vulcão dos Capelinhos na ilha do Faial, almoçou na ilha de São Jorge e visitou uma queijaria. “Esperei seis dias para experimentar o queijo de São Jorge”

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

(texto)

Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

(fotos)

Fotojornalista

O último dia da visita oficial do Presidente da República aos Açores começou na ilha do Faial e acabou na ilha de São Jorge, a última das sete ilhas que Marcelo Rebelo de Sousa visitou em seis dias. "Pena que já está a acabar", disse quando saiu de carro à chegada ao almoço. "Esta partida é para um regresso no final de outubro, mas um momento de partida é sempre triste porque é um momento de saudade", conclui no balanço final.

Assim que aterrou em São Jorge, seguiu rumo a um almoço organizado por populares em Ribeira Seca. Quando foi recebido, disse estar curioso em poder finalmente provar o queijo da ilha. "Esperei seis dias para experimentar o queijo", comentou.

José Carlos Carvalho

A banda filarmónica esperava-o, juntou-se ao grupo para cantar, tirou fotografias e foi falar com o chefe de cozinha. Ficou a saber que o senhor Armando Sequeira, de 76 anos, cozinhou já para todos os presidentes da República e, inclusivamente, trabalhou durante quatro anos no Iraque, depois do 25 de abril, onde cozinhou para Saddam Hussein.

E foi precisamente no final do almoço desta terça-feira, na Ribeira Seca, ilha de São Jorge, que começou a chuviscar. "Talvez o tempo que esteve radioso ao longo deste dias se tenha toldado por uma vez, com uma ligeira chuva na altura de dizer não adeus, mas até breve", disse no balanço final da viagem, ao lado do presidente do Governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, tendo ao fundo a Fajã dos Vimes.

José Carlos Carvalho

Para trás, ficou a visita durante a manhã ao vulcão dos Capelinhos, na qual fez uma visita guiada ao Centro Interpretativo, onde lhe contaram a história da erupção do vulcão em 1958. Fora do museu, um grupo de Odivelas, com bonés da junta de freguesia de Famões, esperavam pelo Presidente para tirarem fotografias e o cumprimentarem. Perante o tamanho do grupo, Marcelo resolveu o problema: sugeriu-lhes que se fossem juntando com a paisagem nas costas que ele tiraria uma fotografia com o grupo todo.

Do vulcão dos Capelinhos, o Presidente da República apanhou o avião militar rumo à ilha de São Jorge, a última das sete. Para trás, nos últimos seis dias, ficaram as ilhas do Corvo, Flores, Pico, Graciosa e Faial.

"Esta visita excedeu claramente as expectativas", concluiu Vasco Cordeiro, depois do almoço. "Permitiu que o Presidente atualizasse o conhecimento que já tinha das ilhas que visitou e permitiu ao Governo regional apresentar um conjunto de aspetos que consideramos importantes para os Açores." E concluiu: "Os Açores têm no senhor Presidente da República mais um aliado, para além daqueles que já têm, na resolução das questões que interessa resolver e um aliado de peso.”

José Carlos Carvalho

Do almoço, seguiram para uma visita à fábrica da Uniqueijo, uma união de cooperativas de laticínios, em Velas de São Jorge. Esta é a última visita do programa previsto para os Açores, que começou na passada quinta-feira, no Corvo, e termina esta terça-feira em São Jorge.

Marcelo Rebelo de Sousa seguiu ainda hoje para Lisboa, onde chegou por volta das 23 horas. Para o 10 de Junho, seguirá para o Porto, antes de ir para São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil.

[notícia atualizada às 2h09]