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Política

Adeus G-3. Ministro da Defesa autoriza compra de novas espingardas para o Exército

TIAGO PETINGA / LUSA

Está aberta a porta à substituição da velhinha G-3, a espingarda de assalto que equipa as Forças Armadas desde os anos 60. Mas será desta?

Carlos Abreu

Jornalista

O ministro da Defesa acaba de autorizar o processo de aquisição de mais de 18 mil armas ligeiras para o Exército, disponibilizando para esse efeito 42,8 milhões de euros.

Em comunicado enviado esta terça-feira às redações, o Ministério liderado por Azeredo Lopes informa que “o projeto agora aprovado prevê a aquisição de 11.000 espingardas automáticas (5,56 mm); 300 espingardas automáticas (7,62 mm); 830 metralhadoras ligeiras; 320 metralhadoras médias; 450 espingardas de precisão; 1700 lança granadas; 380 caçadeiras; 3400 aparelhos de apontaria”.

Mais se informa que processo de aquisição será realizado através da agência da NATO especializada em aquisições no âmbito da Defesa, NATO Support and Procurement Agency (NSPA), tendo sido ainda determinada “a constituição de uma equipa de missão para negociar os termos e as condições da contratação”.

Este será o terceiro concurso realizado pelo Ministério da Defesa nos últimos 13 anos com o objetivo de adquirir novas armas ligeiras. Paulo Portas, então ministro da Defesa, tomou a iniciativa em 2004, mas este concurso acabaria por ser anulado judicialmente em 2007 devido a problemas jurídicos suscitados pelos concorrentes. Nesse mesmo ano foi lançado novo procedimento que viria a ser cancelado em 2012 no devido à crise financeira. Será desta?