Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

“É muito provável que a Misericórdia de Lisboa entre no capital do Montepio”

Luís Marques Mendes adiantou este domingo que, a concretizar-se, a participação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa na Caixa Económica Montepio Geral “poderá chegar aos 10% do capital” e que “é muito provável” que “possa entrar mais uma ou outra Misericórdia”. Sobre as buscas na EDP e na REN, disse serem um “nicho de oportunidade” para o Bloco de Esquerda

No seu comentário dominical na SIC, Luís Marques Mendes sublinhou que “é muito provável que a Misericórdia de Lisboa entre, de facto, no capital da Caixa Económica Montepio Geral”. O comentador da estação privada adianta ainda que, a concretizar-se, “a participação poderá chegar aos 10% do capital”.

Sem acrescentar grandes detalhes, diz apenas que “é muito provável” que a Santa Casa de Lisboa “não entre sozinha” no capital do banco “e que possa entrar mais uma ou outra Misericórdia”.

É por isso que, para aprofundar essa possibilidade, está marcada na próxima semana uma reunião entre Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e o Presidente da União das Misericórdias.

E remata assim: “O Presidente da República, o Governo e o Banco de Portugal são grandes apoiantes destas decisões.”

Buscas na EDP e na REN: um “nicho de oportunidade” para o Bloco

Sobre as buscas no final da semana na EDP e na REN, o antigo líder do PSD recorda que “a questão de fundo” - as denominadas “rendas excessivas” na energia - não é nova, uma vez que foi “amplamente discutida” no tempo da troika.

A novidade foi a passagem de uma “discussão política e económica” para o “plano criminal”, realça. As buscas da semana passada à EDP e à REN levaram a que António Mexia, João Manso Neto, João Conceição e Pedro Furtado fossem constituídos arguidos da investigação a negócios das duas empresas. Em causa estão, como noticiou o Expresso, crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio.

Apesar do aparato, Marques Mendes não acredita que a situação vá ter grandes repercussões a nível político. “Só pela mão do Bloco de Esquerda, que encontrou aqui um nicho de oportunidade para voltar a introduzir o tema das 'rendas excessivas'.”

O comentador da SIC recorda que o Bloco anunciou que quer voltar a introduzir o tema no Parlamento, “o que é um berbicacho para o PS e o PSD”. E acredita que os dois partidos irão, provavelmente, “votar contra e bloquear qualquer revisão da matéria”.