Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Cristas propõe borlas para lisboetas

Candidata do CDS quer tarifas atrativas (e até gratuitas) no estacionamento para residentes: “Tem de haver vantagens por viver em Lisboa”, diz

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Estacionar em Lisboa está a ser um inferno para os residentes em certas zonas da cidade, e Assunção Cristas, na segunda das suas promessas de campanha (a primeira foi a expansão da rede de metropolitano) para uma melhor mobilidade na capital, propõe-se acabar com isso.

A candidata do CDS à Câmara de Lisboa já perdeu a conta às queixas que ouve nas ruas e que chegam à sua secretária sob a forma de e-mails ou cartas quanto à dificuldade de estacionamento. Reuniu com a EMEL (a empresa municipal que gere o estacionamento em Lisboa) no mês passado e elaborou a “Lisboa Parque”, uma proposta que, entre outras medidas, sugere que os munícipes possam ter 20 minutos diários de estacionamento gratuito em qualquer zona da cidade e 50% de desconto no valor das tarifas nos restantes períodos. Cristas quer também alterar as regras atuais segundo as quais o dístico de residente inclui a isenção de pagamento de estacionamento na zona de residência e na zona limítrofe e propõe que esta segunda zona de estacionamento possa ficar à escolha do condutor. Defende ainda a necessidade de aumentar o número (e a qualidade) de lugares de estacionamento para motociclos e bicicletas.

“Vamos garantir um estatuto mais favorável, benefícios significativos para os condutores residentes”, promete a candidata à presidência da autarquia, em declarações ao Expresso, acrescentando que “tem de haver vantagens, e não apenas dores de cabeça, por se viver em Lisboa”. O projeto “Lisboa Parque” faz parte do seu plano integrado de mobilidade para a cidade — que há de ser apresentado em breve — e impõe à EMEL um objetivo prioritário: “A EMEL tem de facilitar a vida e criar qualidade de vida aos lisboetas, objetivo que não me parece que tenha estado a cumprir”, diz Cristas.

O plano integrado de mobilidade, uma das principais bandeiras do CDS na candidatura a Lisboa, contempla ainda a proposta de criação de 20 novas estações de metro até 2030, anunciada há três semanas e muito criticada por todos os partidos, incluindo o PSD, que acusaram a candidata centrista de megalomania. Esta rebateu as críticas, contra-argumentando que o metro tem de ser a coluna vertebral dos transportes coletivos em Lisboa e que, para isso, é preciso “rasgo”.