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Política

Marcelo põe chefe das secretas sob condição

A decisão é do Governo mas Marcelo Rebelo de Sousa colocou o novo chefe das secretas sob condição. PR diz “estar a acompanhar o processo com atenção” e espera explicações “substanciais” de Pereira Gomes na AR.

O Presidente da República deixou hoje em suspenso a nomeação do novo chefe das secretas, cujo nome está envolvido em enorme polémica. A "acompanhar o processo com atenção", Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a nomeação de Júlio Pereira Gomes depende de prévias explicações que o diplomata terá que dar "ao Governo e ao Parlamento" e que o PR sublinha não poderem ser "um mero formalismo".

Nos Açores, questionado com o facto de o diplomata escolhido pelo Governo para chefiar os serviços secretos ter sido chefe da missão que saiu de Timor antes de ONU lá chegar, em 1999, Marcelo defendeu que as audições parlamentares que antecedem a sua nomeação formal "são muito importantes" - "não se trata de cumprir um pró-forma, de alguém que chega, que pode ficar em silêncio e depois sai em silêncio porque se cumpriu o formalismo".

Ou seja, embora esta escolha dependa exclusivamente do Governo, o Presidente da República coloca pressão sobre o processo ao valorizar as audições, que classifica de "muito importantes em termos do esclarecimento no processo de designação".

Marcelo Rebelo de Sousa falou nos Açores, onde se encontra em visita oficial.