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NATO lança em Oeiras escola para ciberdefesa

Miguel A. Lopes / Lusa

Primeiro-ministro lançou primeira pedra da escola da NATO em Oeiras, que terá parcerias com a indústria e as universidades. “Como país fundador, é com orgulho que respondemos aos compromissos da Aliança”, disse

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Vão ser 24 milhões de euros que a NATO investirá em termos globais na construção da nova escola da organização em Oeiras, a Escola de Comunicações e Sistemas de Informação da Aliança, a NCI Academy, segundo o seu nome em inglês (NATO Communications and Information Academy).

Para António Costa, o projeto, elaborado na base do conceito de pool and sharing da NATO, insere-se na visão de modernização do país, já que assenta "na qualificação e inovação da academia".

A escola, que terá capacidade para ministrar cursos a um total de seis mil alunos por ano, dinamizará de forma substancial a economia local e regional, razão pela qual o primeiro-ministro não deixou de se referir ao presidente da Câmara de Oeiras, presente na cerimónia, como "bafejado pela sorte".

Os alunos e professores terão à sua disposição 100 gabinetes, 43 laboratórios e 26 salas de aula, pensados numa lógica de "novo modelo de negócio", em que a NATO associa a indústria e as universidades.

Para já, segundo disse o primeiro-ministro, foi firmado um protocolo com a Universidade Católica para a formação de empresários. A escola estará pronta em 2018 e começará a funcionar no ano letivo do ano seguinte. As universidades e indústrias de todos os países da NATO poderão concorrer aos cursos nesta escola.

"Como país fundador da NATO, é com orgulho que respondemos aos compromissos da Aliança, dando corpo ao novo conceito estratégico", afirmou o primeiro-ministro, que sublinhou que o projeto ganhará tanto mais quanto houver sinergias com a academia e a indústria, formando quadros numa área que considerou crítica.

Segundo António Costa, as novas ameaças exigem um novo arsenal: "A ciberdefesa é uma area de futuro. Como no século XV estivemos na primeira linha da descoberta do então desconhecido, há sempre novos desconhecidos para descobrir e é velha e honrosa a tradição de Portugal" neste domínio, destacou.

A escola surge na sequência da reorganização das estruturas da NATO em 2010, ao ter sido decidido transferir para Portugal o estabelecimento de ensino, até agora a funcionar em Itália, como compensação pela desativação do Comando de Forças Conjuntas e Aliadas em Oeiras.

O concurso público para a obra foi ganho pela Mota-Engil. A empreitada inclui a construção de um novo edifício e a adaptação da messe existente no chamado Reduto Gomes Freire – local das instalações do antigo comando da NATO em Oeiras.