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Cristas volta ao Metro

A candidata do CDS à Câmara de Lisboa dá uma conferência de imprensa, amanhã, para apresentar formalmente o seu projeto de vinte novas estações de metropolitano na cidade. E, de caminho, responder às críticas

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Uma semana e muitas críticas depois (algumas vindas do interior do seu próprio partido) de ter anunciado um ambicioso projeto de expansão para o Metropolitano de Lisboa, Assunção Cristas volta ao tema. A líder centrista e candidata à Câmara Municipal pelo CDS marcou uma conferência de imprensa para amanhã, às 11h, na sede nacional do partido, para apresentar formalmente a sua “visão estratégica para o metropolitano de Lisboa”. Cristas far-se-á acompanhar de Carmona Rodrigues (seu mandatário de campanha) e de Miguel Moreira da Silva (coordenador do projeto).

Foi há uma semana, durante o debate quinzenal na Assembleia da República com o primeiro-ministro, que Assunção Cristas deu nota de que tem andado a estudar o traçado do metropolitano de Lisboa e que mostrou a António Costa um cartaz onde se via um projeto que inclui a construção de 20 novas estações (por contraponto às quatro anunciadas pelo Governo no início dessa semana). Uma ideia rapidamente qualificada como megalómana por parte dos partidos de esquerda e até pelo PSD. Em declarações ao Expresso, José Eduardo Martins, candidato social-democrata à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, admitiu que "como dizem os poetas, o desejo torna o irreal possível. Mas, neste domínio em particular, eu talvez preferisse o teletransporte..."

Mesmo no CDS a aposta de Cristas não foi recebida de braços abertos. A líder do partido foi acusada de estar a pensar na sua campanha eleitoral e a trazer um problema de Lisboa para um debate que deveria ser sobre questões que respeitam a todo o país e não apenas à capital.