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Montepio: ministro vê “vantagens indiscutíveis” na entrada da Santa Casa

TIAGO PETINGA / Lusa

Vieira da Silva está a ser ouvido no Parlamento a propósito da situação da Associação Mutualista Montepio. “O Governo não dá ordens à Misericórdia de Lisboa”, avisou, mas elogia possível cooperação

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou esta manhã no Parlamento ver "como positiva a proximidade da Misericórdia ao setor financeiro", em audição sobre a eventual entrada da Santa Casa no Montepio.

"O Governo não dá ordens à Misericórdia de Lisboa. Mas seria hipocrisia dizer que não há contactos, obviamente que os há. Mas há grande autonomia da Misericórdia que nunca deixará de tomar decisões no estreito respeito pela sua missão principal", explicou.

O ministro voltou a reafirmar que vê "com bons olhos passos no sentido de maior cooperação entre as instituições do setor social", frisando que a Misericórdia "tem um estatuto próprio".

"Identifico vantagens na cooperação entre o setor social, Misericórdia e o setor social presente na área financeira. São indiscutíveis", acrescentou.

No final de março, o ministro Vieira da Silva tinha dito que o Governo vê com "simpatia e naturalidade" a eventual entrada da SCML e de outras instituições da área social no capital da Caixa Económica Montepio Geral, o que levou os deputados da Comissão do Trabalho a chamarem o ministro com urgência ao Parlamento para mais explicações.

Anteriormente à intervenção do ministro, o deputado do CDS-PP Anacoreta Correia considerou que este processo, desde o seu início, tem sido “pouco tranquilo e pouco sólido”.

Sobre a situação da Associação Mutualista Montepio, outro assunto que trouxe o ministro ao parlamento, o deputado do Bloco de Esquerda Paulino Ascensão apontou as investigações judiciais em curso e questionou se a supervisão do Ministério do Trabalho é suficiente.