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João Semedo sai à rua pela lente de Alfredo Cunha

Alfredo Cunha

Autor da imagem icónica do capitão de Abril Salgueiro Maia é o fotógrafo oficial do candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto. Campanha está na rua a partir desde sábado com 50 outdoors e mupies com a marca de Alfredo Cunha, que há duas semanas se indignou com a divulgação de uma foto sua pela Juventude Popular e o CDS-PP

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Após ter avisado recentemente que não queria fotografias suas por partidos, “muito menos de direita”, Alfredo Cunha aceitou ser o fotógrafo dos cartazes da campanha eleitoral de João Semedo, uma colaboração que enche de satisfação o candidato do BE. “Estou entusiasmado com a colaboração de Alfredo Cunha. Além de ser um homem de causas e uma pessoas exemplar, é um grande fotógrafo, como revelam de forma exuberante as suas fotografias, exposições e livros”, elogia Semedo.

O ex-deputado do Bloco lembra que Alfredo Cunha é um autor a “quem devemos um extraordinário registo do 25 de Abril e de outros episódios e figuras da democracia, desde logo de Mário Soares que acompanhou ao longo de mais de 15 anos”.

Ao todo, serão colocados hoje por todo a cidade meia centena de outdoors e mupies do candidato do BE, que avança com o slogan “Porto: agora as pessoas" e irá formalizar a sua candidatura no próximo dia 4 de junho, na Alfândega do Porto.

João Semedo promete ao portuenses uma campanha de intervenção e de proximidade até às eleições autárquicas, “sem abdicar, contudo, da denúncia dos problemas da cidade e da defesa da transparência da gestão autárquica”. Entre os erros políticos e de gestão da atual governação autárquica está a fuga de população, “que só à conta de Rui Moreira, entre 2013 e 2016, perdeu cinco mil habitantes, 2500 dos quais viviam no centro histórico”.

Além da lei das rendas, o BE irá insistir até outubro nas críticas à pressão imobiliária e aos negócios relacionados com a exploração do turismo, setor defende tomou de assalto a Baixa, “com preços exorbitantes de rendas para os residentes”, sublinhando que “a maioria dos edifícios reabilitados sejam convertidos em alojamento local e alugueres temporários tipo Airbnb”.