Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

António Costa faz raide económico na América do Sul

Marcos Borga

Depois da China, da Índia e do Qatar, o primeiro-ministro vai tentar captar investimento estrangeiro na América do Sul

O primeiro-ministro vai aproveitar a deslocação ao Brasil por ocasião das celebrações do 10 de Junho, para um raide à Argentina e ao Chile, onde a captação de investimento e o reforço das relações económicas são objetivos centrais. No verão, António Costa chamou a si a coordenação da estratégia de reforço do investimento estrangeiro em Portugal. O esforço é para continuar.

A aposta é forte e jogada ao mais alto nível. Na segunda feira, o primeiro-ministro fez uma visita relâmpago ao Qatar e em menos de 24 horas tentou virar para Portugal a atenção de uma das economias com maior crescimento médio anual — 8,6% ao ano. Costa reuniu com o emir e com empresários, assumiu o Qatar como “parceiro chave” e até procurou convencer os investidores locais a comprar dívida portuguesa. “O Governo está a fazer uma forte aposta na redução dos encargos com a dívida. Estamos aqui a trabalhar com investidores do mundo árabe nessa perspetiva”, disse aos jornalistas. Na bagagem estiveram ainda as perspetivas que o Mundial de Futebol de 2022 — a realizar no Qatar — pode trazer, nomeadamente para as empresas de construção civil portuguesas.

Da pequena comitiva que acompanhou o primeiro-ministro fizeram parte o secretário de Estado da Internacionalização e o presidente da Agência de Gestão da Dívida Pública. O ministro da Economia, Caldeira Cabral, ficou em Portugal e no mesmo dia fechava, em Sintra, um negócio de 30 milhões de euros para instalação de um novo centro da empresa tecnológica canadiana GCI. O grupo vai contratar 80 trabalhadores altamente especializados que vão criar uma estrutura de armazenamento e transformação digital de dados na chamada cloud da internet. O Governo garante que a coordenação do investimento estrangeiro “está a funcionar a vários níveis”, envolvendo o primeiro-ministro, mas também responsáveis de várias tutelas. A meta é comum e pretende aumentar o crescimento económico do país, dando folga para aliviar as medidas de contenção orçamental.