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Sondagem. Maioria a favor da tolerância de ponto e de uma amnistia papal

Desta vez não haverá amnistia com a vinda de um Papa a Portugal, mas 52,2% dos portugueses acham que deveria haver. Para cerca de um quinto dos inquiridos, esta sexta-feira, 12 de maio, deveria ser um dia normal

Mais de metade dos portugueses está a favor da tolerância de ponto dada esta sexta-feira, 12 de maio, devido à visita do Papa a Fátima. Segundo o barómetro de maio da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, 55,7% dos inquiridos responderam que deveria haver tolerância de ponto, acima dos 19,5% para quem este deveria ser um dia normal.

O barómetro mostra ainda que para 16,8% o dia desta sexta-feira deveria mesmo feriado. A decisão do Governo em dar tolerância de ponto no dia em que o Papa chega a Portugal, foi anunciada no final de abril e alvo de várias críticas.

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto ao funcionalismo público tendo em conta a "importância" da visita de Francisco, "o interesse de grande número de portuguesas/es em poderem estar presentes nas celebrações", as contingências de segurança "indispensáveis" e a "tradição já existente" em anteriores visitas dos Papas, segundo se lê no despacho publicado na semana passada.

Francisco estará menos de 24 horas em território nacional, deslocando-se para Fátima depois de um encontro privado com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. No sábado, dia 13, partirá para Roma depois das cerimónias religiosas, mas de manhã terá ainda um encontro com o primeiro-ministro António Costa.

O barómetro mostra ainda que mais de metade dos portugueses (52,2%) acham que face à visita do Papa deveria haver uma amnistia em Portugal. São 29,9% aqueles que acham o contrário, e 17,9% não sabem ou não respondem.

Com esta visita do Papa a Portugal não haverá nenhuma amnistia. Mas isso aconteceu em vezes anteriores, como por exemplo em duas deslocações de João Paulo II, nas quais foram decretadas amnistias gerais, que chegaram a abranger centenas de detidos nas prisões portuguesas e libertaram milhares de cidadãos de multas de trânsito. Houve também uma amnistia na vinda do Papa Paulo VI, em 1967.

Ficha Técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 3 a 10 de maio de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,1%) — A.M. do Porto (13,5%); Centro (29,9%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (10%), num total de 1005 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1184 tentativas de entrevistas e, destas, 179 (15%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,8%; masculino — 48,2% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 17,9%; dos 31 aos 59 — 49,8%; com 60 anos ou mais — 32,3%. O erro máximo da amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.