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Sondagem: PSD e PS descem, mas mantêm a mesma distância

Dez pontos continuam a separar os dois maiores partidos. O Governo desce na popularidade, assim como todos os líderes partidários

Tanto o PS como o PSD descem nas intenções de voto no barómetro de maio da Eurosondagem para o Expresso e a SIC. Os dois partidos perdem 0,3 pontos percentuais em relação ao mês passado, mas mesmo assim mantêm a distância de dez pontos que já tinham em abril.

O PS continua à frente com 39% das intenções de voto e o PSD tem 29%. Entre os restantes partidos, só o PAN desce (-0,2 pontos). A maior subida é a do CDS (com mais 0,5 pontos), acima do aumento da CDU (+0,1). Já o BE mantém as mesmas intenções de voto do mês passado (9%).

Os níveis de popularidade sofrem alterações este mês. Ao contrário da subida no barómetro de abril, o Governo desta vez desce 2,7 pontos. Já Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, volta a subir, assim como o primeiro-ministro António Costa.

Já os líderes dos partidos descem todos em relação ao mês de abril. Pedro Passos Coelho, líder do PSD, é o que mais perde (-1,5 pontos). Assunção Cristas, líder do CDS, Catarina Martins, do BE, e o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, registam exatamente a mesma perda (-0,9).

Contudo, o que mostra o barómetro é que Jerónimo de Sousa tem uma popularidade acima dos três outros líderes, ultrapassando Passos Coelho, o que não acontecia no mês passado.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 3 a 10 de Maio de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,1%) — A.M. do Porto (13,5%); Centro (29,9%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (10%), num total de 1005 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1184 tentativas de entrevistas e, destas, 179 (15%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,8%; masculino — 48,2% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 17,9%; dos 31 aos 59 — 49,8%; com 60 anos ou mais — 32,3%. O erro máximo da amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.