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Sector bancário português “está numa nova fase”, diz Bruxelas

EMMANUEL DUNAND/AFP/GETTY

Comissária europeia da concorrência não descarta outros problemas no sector bancário português, mas sublinha que “com o trabalho que está a ser feito”, o futuro parece “mais promissor”

A comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, afirmou esta quinta-feira que a venda do Novo Banco à Lone Star e a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) colocam o sector bancário "numa nova fase", com uma maior estabilidade.

"Estamos a entrar numa nova fase do sistema [bancário] português que pode servir a economia de uma maneira mais forte", afirmou a comissária europeia aos jornalistas, após participar esta manhã, no Porto, num diálogo com cidadãos sobre o futuro da Europa.

Segundo Margrethe Vestager, agora que o acordo de venda [do Novo banco] foi assinado, o processo "deve seguir como planeado" e "as coisas estão estabilizadas".

Para a comissária, uma das razões pelas quais o processo do Novo Banco foi controverso foi "por ser tão caro para os contribuintes portugueses".

"Se sai alguma coisa positiva é que, trabalhando de forma conjunta – autoridades portuguesas, gestores do sector bancário e Comissão Europeia –, as coisas podem seguir em frente", sublinhou.

A comissária da concorrência referiu que "obviamente" não pode garantir que não surgirão outros problemas no sector bancário português, mas disse que, "com o trabalho que está a ser feito", o futuro parece "mais promissor".

Durante o debate, no qual participou também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a responsável sublinhou que o trabalho da Comissão Europeia é garantir que, "quando o dinheiro dos contribuintes é usado haja um resultado viável", porque "o dinheiro dos contribuintes não pode ser esbanjado".

Contudo, salientou que não podem haver injustiças, pelo que tem assim o trabalho de garantir "condições justas de concorrência", designadamente para quem não recebeu ajudas "públicas".