Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos Coelho: “O PS fez um veto político a Teresa Morais”

Líder do PSD diz que o chumbo à candidatura de Teresa Morais para fiscalizar as “secretas” mancha a folha do PS. Em Portalegre, no jantar de tomada posse da nova comissão política distrital, Passos Coelho não poupou críticas à decisão dos socialistas

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou esta quinta-feira o PS de ter "vetado" o nome de Teresa Morais para o cargo de presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP).

"Não vale a pena pormo-nos aqui com rendilhados. O PS fez um veto político à doutora Teresa Morais, se se tratasse de andarmos a vetar uns aos outros, não havia deputados do PS no CFSIRP, nem em muitos outros órgãos que são eleitos a partir da Assembleia da República", disse.

Pedro Passos Coelho, que falava no decorrer do jantar de tomada de posse da Comissão Política Distrital de Portalegre do PSD, naquela cidade alentejana, considera ainda que esta situação "mancha a folha" dos socialistas na governação.

"Este é, sem dúvida, um comportamento que eu acho que mancha a folha ao PS e que eu espero que se possa ultrapassar", afirmou.
"Se nós atuássemos com a pesporrência, com a arrogância que o PS se tem vindo a comportar nunca teríamos chegado a entendimentos para coisa nenhuma, nem teríamos eleito ninguém no Parlamento", acrescentou.

O líder parlamentar do PS afirmou hoje que a vice-presidente do PSD Teresa Morais não tem o perfil adequado para o cargo de presidente do CFSIRP.
Carlos César reagia às críticas feitas pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que horas antes acusara o PS de ter aberto "uma ferida profunda no relacionamento interpartidário" ao recusar o nome de Teresa Morais para suceder ao antigo vice-presidente social-democrata Paulo Mota Pinto no lugar de presidente do Conselho de Fiscalização das "secretas" portuguesas.

Perante os jornalistas, o presidente dos socialistas respondeu que o PS "não é uma fotocopiadora" das propostas do PSD e, como tal, "não está obrigado na Assembleia da República a concordar com todos os nomes que lhe são propostos".

No decorrer do jantar em Portalegre, Pedro Passos Coelho acusou ainda o PS de governar o país através de uma estratégia "assustadoramente infantil e primária", dando como exemplo as políticas que estão a ser desenvolvidas na área da Segurança Social.

Para o líder social-democrata trata-se de um espetáculo "demagógico", estando o PS a "tratar" o país como se fosse uma "feira de gado".
"Não andamos neste espetáculo demagógico a tratar as pessoas, os portugueses, como um ministro deste Governo classificou a Concertação Social, como se isto fosse uma espécie de feira de gado. É assim que este Governo tem tratado o país, como se fosse uma feira de gado", acusou.

Pedro Passos Coelho lamentou ainda que o país esteja a ser governado de uma forma "manhosa", acrescentando que a solução política encontrada à esquerda "não tem cimento" para construir uma agenda reformista para o país.