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Presidente de S. Tomé e Príncipe em Portugal para reforço da cooperação entre os dois países

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu esta manhã em Belém o Presidente da República de S. Tomé e Príncipe. Evaristo Carvalho está de visita oficial a Portugal para reforçar a cooperação entre os dois países

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou hoje o estabelecimento de relações diplomáticas entre São Tomé e Príncipe e a China, considerando que isso torna possível um relacionamento trilateral em domínios económicos e sociais.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Sala das Bicas do Palácio de Belém, em Lisboa, no final de um encontro com o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, que iniciou na segunda-feira uma visita oficial de uma semana a Portugal.

O chefe de Estado português afirmou que, com o "reatamento das relações diplomáticas" entre aquele país lusófono e a China, em dezembro do ano passado, e o subsequente acordo, passou a "ser possível encarar um relacionamento trilateral em domínios importantes da economia e da sociedade de São Tomé e Príncipe".

Com Evaristo Carvalho ao seu lado, o Presidente da República saudou São Tomé e Príncipe por isso. E, mais à frente, acrescentou: "Saudamos a ligação, agora mais intensa, de São Tomé e Príncipe ao Fórum de Macau".

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa disse que, no encontro de hoje, houve "oportunidade de apreciar a problemática da situação no país irmão da Guiné-Bissau, com uma consonância de pontos de vista quanto ao cumprimento do Acordo de Conacri".

No plano da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Presidente português registou "a disponibilidade de São Tomé e Príncipe para estudar e compreender, acolhendo propostas que Portugal avançou no domínio social e da circulação dos cidadãos da CPLP".

Na sua declaração, Marcelo Rebelo de Sousa começou por saudar São Tomé e Príncipe pelo "seu exemplo de preocupação com uma trajetória económica e financeira e com uma estabilidade política e institucional, reconhecidas por instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI)".

"Saudamos a capacidade de afirmação desse povo. A excelência das relações entre os dois Estados e os dois povos, as relações económicas, relações financeiras, relações sociais", prosseguiu.

No quadro da cooperação económica e social, Marcelo Rebelo de Sousa salientou os programas Escola +, "projeto liderante", e Saúde para Todos, "projeto agora completado por um novo acordo no domínio da saúde".

Quanto às relações económicas, o chefe de Estado congratulou-se com "o empenho e o entusiasmo de empresários e empresas portuguesas em domínios tão diversos como o são os das infraestruturas, da energia, da saúde, do mar, das novas tecnologias, da formação profissional".

"Não podemos esquecer a cooperação militar, ainda recentemente reafirmada aquando da ida do senhor secretário de Estado da Defesa Nacional, nomeadamente no domínio da Marinha, entre as duas Forças Armadas, nomeadamente em cenários internacionais. Partilhamos as mesmas preocupações no quadro do Golfo da Guiné", referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa concluiu que as relações entre os dois países "a todos os níveis, bilaterais e multilaterais, são excelentes" e "podem ser aprofundadas".