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Política

PSD reclama para o anterior Governo dados positivos sobre desemprego

Marcos Borga

A taxa de desemprego baixou 0,4 pontos percentuais para os 10,1% no primeiro trimestre de 2017, face ao anterior, e em 2,3 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2016

O deputado social-democrata Adão Silva reclamou esta quarta-feira para o anterior Governo PSD/CDS-PP e para sua reforma da legislação laboral os dados positivos sobre o desemprego divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Estes números, que são positivos e com os quais nos congratulamos, são a prova dos nove de que a reforma laboral levada a cabo pelo Governo anterior, em 2012 e 2013, foi uma excelente reforma estrutural”, disse Adão Silva, em conferência de imprensa, no parlamento.

O vice-presidente da bancada do PSD referiu que os dados estão “na linha daquilo que já tinha acontecido em 2014 e 2015, em que, mais do que está a acontecer neste momento, o emprego cresceu e o desemprego diminuiu”.

“Esperamos que o Governo não venha a revogar, como já revogou outras iniciativas do anterior Governo, a legislação laboral, ajustando-a, melhorando-a sempre, mas que não a revogue como tem sido vontade dos partidos da extrema esquerda radical, PCP e BE”, declarou.

A taxa de desemprego baixou 0,4 pontos percentuais para os 10,1% no primeiro trimestre de 2017, face ao anterior, e em 2,3 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2016, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo INE.

Ainda de acordo com o INE, a população desempregada, estimada em 523,9 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 3,5% (menos 19,3 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 18,2% (menos 116,3 mil), a maior desde o terceiro trimestre de 2013.

“Este desemprego de 10,1% deve ter surpreendido o ministro da Economia que previa que já no primeiro trimestre ficasse abaixo dos 10%. Infelizmente, ainda não é o caso”, acrescentou Adão Silva.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse terça-feira que a taxa de desemprego deveria ficar abaixo dos 10% no primeiro trimestre deste ano, continuando assim a tendência de descida graças “à forte criação de emprego”.