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Expresso

Política

PSD propõe Teresa Morais para fiscalizar secretas

António Pedro Ferreira

O PS diz contudo que a proposta para a liderança do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) poderá falhar os dois terços necessários

O PSD propôs a 'vice' do partido Teresa Morais para substituir Paulo Mota Pinto na presidência do Conselho de Fiscalização das secretas, mas o PS recusou subscrever a proposta por considerar que poderá falhar os dois terços necessários.

A notícia da proposta de Teresa Morais para a presidência do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) foi esta terça-feira avançada pelo jornal “Público” e confirmada pela Lusa.

Em declarações à Lusa, o líder do grupo parlamentar socialista, Carlos César, disse não ter aceitado subscrever a proposta que lhe foi feita pelo seu homólogo do PSD, Luís Montenegro, por entender que havia o risco de o nome proposto "não ser aceite pelo grupo parlamentar" socialista e gerar-se um impasse semelhante ao da primeira eleição de Correia de Campos para o Conselho Económico e Social (CES).

Nessa eleição, em julho do ano passado, apesar de haver um acordo entre PSD e PS acerca da eleição para o CES, Correia de Campos falhou a eleição à primeira quando, entre os 221 deputados que votaram, obteve apenas 105 votos a favor, registando-se 93 brancos e 23 nulos e só viria a ser eleito num segundo momento, em outubro.

"O PS assume as suas responsabilidades, não posso dizer que sim a algo que o grupo parlamentar dirá que não", justificou Carlos César.

Por seu lado, fonte da direção da bancada do PSD disse à Lusa que o líder parlamentar do PS garantiu aos sociais-democratas que iria levar este assunto à próxima reunião da bancada socialista, na quinta-feira.

"O PSD aguarda por esse dia e por uma comunicação formal por parte do PS", acrescentou a mesma fonte.

A eleição de um membro para o CFSIRP estava marcada para quinta-feira e poderá, assim, ser adiada tal como a dos quatro elementos em falta para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), realizando-se apenas as eleições para o Conselho Nacional de Saúde e Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais.