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Pedro Duarte: “Nem maçon, nem candidato a primeiro-ministro”

Tiago Miranda

Num artigo de opinião no jornal “Público”, o social-democrata e antigo secretário de Estado da Juventude reage a uma crónica de João Miguel Tavares, onde este o identifica como antigo membro da loja Mozart: “Em toda a minha vida o contacto com essa organização resume-se a uma, no máximo, duas horas”

A propósito da crónica “Deve um maçon chegar a primeiro-ministro?”, assinada no “Público” por João Miguel Tavares na última terça-feira, entende o social-democrata Pedro Duarte, antigo secretário de Estado da Juventude, que se “impõe um esclarecimento”. E é isso que faz, ao escrever esta quinta-feira no mesmo diário um artigo de opinião onde é taxativo: “Não pertenço à maçonaria”.

No artigo, Pedro Duarte, acusa o comentador de na sua “legítima crítica” àquela organização associar nomes e histórias “com cândida leveza”, para “ilustrar o seu argumento”. O antigo deputado do PSD refere-se à passagem onde João Miguel Tavares o cita como tendo feito parte, “segundo a imprensa”, da loja Mozart, “de onde terá saído quando a coincidência entre o uso de avental e os negócios mal explicados começou a tomar uma dimensão inaceitável”. A crónica refere muito em particular o caso do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e em causa está a loja que reunia, como diz João Miguel Tavares “uma mistura explosiva de altos quadros da Ongoing e dos serviços secretos portugueses”.

Ora, responde Pedro Duarte, “em toda a minha vida o contacto com essa organização resume-se a uma, no máximo, duas horas”. O atual líder da lista da coligação PSD/PPM à Assembleia Municipal do Porto explica que se limitou a participar “há uns anos largos” numa reunião “com um grupo de membros maçónicos, a convite de uns amigos”.

“Apesar de nada ter visto ou ouvido que me incomodasse, percebi que aquilo não era para mim”, acrescenta, para terminar contestando o argumento do comentador ao advogar “uma suposta ilegitimidade de pertencer a este grupo (discreto ou secreto) por parte de quem (...) tem ambições políticas”.

Pedro Duarte defende a intervenção do Estado sempre que em causa estejam “atividades lícitas ou mesmo criminosas”, que decorram de qualquer tipo de organização, mas sublinha os direitos individuais e a liberdade de escolher “com quem conversamos ou com quem nos encontramos” como um dos “princípios basilares de uma democracia liberal”.