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Política

PSD: encerramento de balcão de Almeida da CGD deve-se a “razões político-partidárias”

Os sociais-democratas dizem que nove dos oito balcões que a CGD decidiu não encerrar ficam em concelhos liderados pelo PS e acusam o Governo de "lavar as mãos" e de "fingir" que a responsabilidade é da administração da Caixa Geral de Depósitos

O encerramento do balcão da CGD em Almeida "é uma brutalidade que não tem nenhuma explicação conhecida a não ser aparentemente por motivos e razões político-partidárias", afirmou esta terça-feira o deputado do PSD Carlos Peixoto, do círculo eleitoral da Guarda, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

"Dizemos isto porque a Caixa tinha anunciado o encerramento de 69 balcões e nos últimos dias deixou cair nove desses balcões, sendo que oito se situam exatamente em câmaras lideradas pelo PS. Só num caso, o de Marvão, a Caixa está instalada numa sede de concelho liderado pelo PSD".

Segundo o deputado social-democrata, "não é aceitável nem admissível" o encerramento do balcão de Almeida, "a única sede de concelho deste país a ficar sem representação da Caixa".

O PSD deixa também críticas ao Governo por "lavar as mãos" do assunto. "Perante mais este desastre anunciado no interior do país, não se ouve um palavra do primeiro-ministro ou do ministro das Finanças, que lavam as mãos como Pilatos e passam pelos pingos da chuva fingindo que a responsabilidade é só da administração da Caixa Geral de Depósitos".

O partido quer assim "vincar" a sua indignação, "de maneira que ainda seja possível reverter esta injustiça", afirmou.
Para o grupo parlamentar do PSD, que "reconhece como inevitável" o processo de reestruturação da CGD, o banco público tem "o dever de estar presente e representada onde a oferta privada é escassa ou nula", o que consideram ser o caso de Almeida.