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Marcelo: “É preciso debater” disparidade salarial “chocante” entre gestores e trabalhadores

Presidente da República comentou disparidade salarial entre gestores e trabalhadores nas grandes empresas. Marcelo diz que “é preciso encontrar forma de debater o problema”

O Presidente da República defendeu esta terça-feira que se encontre "uma forma de discutir" a enorme disparidade salarial – Marcelo chamou-lhe "chocante" – entre gestores e trabalhadores nas grandes empresas.

À margem de uma visita ao Hospital das Forças Armadas, no Porto, Marcelo Rebelo de Sousa comentou a manchete do Diário de Notícias que atualiza a posição portuguesa no ranking da União Europeia: só a Polónia, Roménia e Chipre é que estão atrás da Portugal. O presidente da EDP, por exemplo, recebeu mais de dois milhões de euros no ano passado, enquanto os 12 mil funcionários da energética levaram, ao fim do ano, em média 49 mil e 100 euros.

Marcelo alertou que esta é "uma tendência internacional e não é a realidade das pequenas e médias empresas portuguesas" – "estamos a falar de 20 empresas", sublinhou. Mas, "por serem poucas", torna-se "mais chocante", afirmou, defendendo que é "preciso debater seriamente o problema, de uma forma que tenha presente a realidade nacional em termos de justiça social".

Já os números do desemprego – que segundo o Eurostat registaram a segunda maior descida na UE – mereceram um elogio do Presidente da República, por se ter conseguido "confirmar e melhorar" a tendência.