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CDS: “Comemorações não são um exclusivo de nenhuma força partidária”

António Pedro Santos / LUSA

Assunção Cristas disse que o CDS-PP “não alinha em visões que diabolizem patrões e trabalhadores”, defendendo que o progresso não é feito com luta de classes, mas sim com diálogo e parceria

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse esta segunda-feira que a comemoração do Dia do Trabalhador não é um exclusivo de nenhuma força partidária, e que o trabalho com direitos e sem precariedade só existe com capacidade de captar investimento. Assunção Cristas falava hoje no almoço comemorativo do 1.º de Maio, que decorreu na Sobreda, concelho de Almada.

"Para nós, CDS, democracia cristã, o tema do trabalho, dos direitos dos trabalhadores, que se liga à forma como vemos a sociedade, a prosperidade e criação de riqueza e distribuição de riqueza do país, não é um exclusivo de nenhuma força partidária", disse, acrescentando que o partido tem desde a origem uma presença significativa nesta matéria e que pretende continuar a ter.

Por essa razão, acrescentou a líder do CDS-PP, a questão do trabalho é um dos pontos de reflexão parlamentar durante o mês de maio, a começar nas jornadas parlamentares do partido, que começam na terça-feira em Aveiro.

Na sua intervenção no almoço com militantes, Assunção Cristas, disse que o CDS-PP "não alinha em visões que diabolizem patrões e trabalhadores", defendendo que o progresso não é feito com luta de classes, mas sim com diálogo e parceria, e defendeu a necessidade de haver investimento e capacidade para atrair o investimento. "Não teremos trabalho, emprego com direitos e estabilidade sem precariedade se não tivermos mais investimento e mais capacidade de atrair investimento", disse.

Autárquicas no horizonte

As eleições autárquicas, em outubro, foram também uma matéria abordada, com Assunção Cristas a referir que o partido está empenhado e mobilizado para que o CDS-PP "tenha uma palavra mais valiosa a dizer".

Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP eleito pelo distrito de Setúbal, disse também na sua intervenção que "o Dia do Trabalhador, o respeito pelos trabalhadores, não é matéria nem de esquerda nem de direita, mas de todos os que acreditam numa sociedade justa".

"E se há partido que pode reivindicar que na sua ideologia e património genético tem o valor do trabalho, do esforço, do mérito e da valorização de competências como condição essencial para uma sociedade justa é o CDS e não aqueles que ficam à espera que o Estado lhes dê tudo para distribuir, apenas e só, por alguns. E nós sabemos quem são, nomeadamente neste distrito e nas câmaras comunistas que governam quase na totalidade", disse Nuno Magalhães.

O deputado disse ainda que acredita que o CDS-PP terá um bom resultado nas próximas eleições autárquicas. "Tenho grande esperança. Temos grandes candidatos e candidatas. Gente com percurso feito nos seus concelhos nos últimos anos, que apresentou trabalho, nas juntas de freguesia, nas assembleias municipais, nas câmaras municipais e na sociedade civil e associações, que tem dado o melhor de si para contribuir para o desenvolvimento do distrito", disse.