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Marques Mendes: “PS vai ganhar as eleições autárquicas”

Partido Socialista vai ganhar, mas o PSD vai “melhorar” face aos resultados obtidos há quatro anos. Já o PCP e CDS vão “manter” e o número de candidaturas independentes vai aumentar. Eis as previsões de Luís Marques Mendes para as eleições autárquicas deste ano, apresentadas no seu espaço habitual de comentário na SIC, onde aproveitou para falar ainda sobre as propostas para a sustentabilidade da dívida portuguesa apresentadas esta semana, sobre a tolerância de ponto no dia da visita do Papa Francisco a Portugal e sobre o polémico e perigoso jogo da “Baleia Azul”

Helena Bento

Jornalista

O Partido Socialista vai ganhar, embora reduzindo o número de câmaras, o PSD vai “melhorar” e conseguir mais câmaras do que há quatro anos, PCP e CDS vão “manter” e o número de candidaturas independentes vai aumentar. São estas as previsões de Marques Mendes para as eleições autárquicas deste ano.

No geral, afirmou o comentador no seu espaço habitual de comentário na SIC, haverá “poucas alterações”, à exceção da câmara de Coimbra, “que poderá ser a grande surpresa eleitoral”, e das câmaras de Sintra, Oeiras, Barcelos, Paredes, Sesimbra e Covilhã.

No que diz respeito às candidaturas independentes, Marques Mendes sublinha que se trata de “falsos independentes”, isto é, “candidatos que já foram presidentes de Câmara no passado, por outros partidos, e que saíram por causa da lei de limitação de mandatos, mas querem agora voltar porque ficaram com saudades do lugar, apresentando-se então como independentes”. Sobre este “fenómeno”, o comentador tem uma posição muito crítica: “É a chamada futebolização da política, que é um desastre”.

Luís Marques Mendes aproveitou ainda para criticar a postura do PCP e do Bloco de Esquerda face às eleições presidenciais francesas, partidos que evitaram assumir preferência por um dos candidatos, ou Macron ou Marine Le Pen. “É lamentável que não se tenham manifestado”, disse o ex-líder do PSD, para quem é muito claro que os dois candidatos “não são a mesma coisa”. “Macron pode ter muitos defeitos, mas partilha dos nossos valores”. “Lamentável” foi também a ausência de uma homenagem a Mário Soares por parte do PCP e do Bloco de Esquerda - à semelhança do que fizeram os outros partidos - nas comemorações do 25 de Abril. “Gostam de mostrar-se muito modernos e tolerantes mas depois chega o momento da verdade e é o que é”, criticou Marques Mendes.

Sobre as propostas para a sustentabilidade da dívida portuguesa que foram apresentadas esta semana pelo grupo de trabalho formado para esse efeito — e que incluem uma maior distribuição de dividendos por parte do Banco de Portugal, a redução da almofada financeira e a extensão por mais 45 anos dos prazos de pagamento da dívida a organismos europeus — o comentador diz que o relatório é, em si mesmo, uma “imprudência” e “um ruído que não ajudará a tranquilizar nada lá fora”. “Algumas medidas são mesmo muito imprudentes”, considerou Marques Mendes, que esta noite foi especialmente crítico para com o Bloco de Esquerda. “Este relatório é um recuo do Bloco em toda a linha”, disse, justificando depois: “Já não falam no perdão da dívida e abandonaram a ideia de uma reestruturação unilateral da dívida”. “O BE chega ao poder e muda logo de agulha”, acusou ainda o comentador, citando depois uma frase que crê ser de Cavaco Silva: “Não há nada como a realidade para obrigar a ideologia a ceder perante a realidade”.

Em conversa com a jornalista Clara de Sousa, na SIC, Marques Mendes falou ainda sobre a tolerância de ponto no dia da visita do Papa Francisco a Portugal, com a qual diz concordar, uma vez que “em várias visitas do Papa ao país sempre foi dada tolerância de ponto”, e sobre o polémico jogo da “Baleia Azul”, que já fez vítimas no Brasil e na Colômbia. Na sua opinião (fundamentada com base em informações que diz ter obtido junto das autoridades) as pessoas devem estar tranquilas, uma vez “que as autoridades estão muito atentas e em cima do assunto, tendo já feito recomendações”. Reconhece, porém, “que o assunto é sério”.

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    Luís Marques Mendes analisa, no habitual espaço de comentário no Jornal da Noite de domingo, a corrida pelo título no campeonato nacional, o jogo da "baleia azul", as eleições autárquicas, as eleições presidenciais em França, as comemorações do 25 de Abril, as propostas para a dívida portuguesa, a polémica com o conselho das finanças públicas e a tolerância de ponto na visita do Papa Francisco.