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Maioria dos portugueses quer UE mais ativa no desemprego

Portugueses consideram que luta contra o terrorismo e combate ao desemprego são as tarefas fundametais da União Europeia

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

A maioria dos portugueses considera insuficientes os esforços da União Europeia no combate ao desemprego, segundo um Eurobarómetro encomendado pelo Parlamento Europeu e publicado hoje. São 80% a pensar assim, ao mesmo tempo que consideram que esta é uma área prioritária de ação, a par da luta contra o terrorismo.

Em contrapartida, os europeus em geral querem uma União mais ativa no campo internacional, nomeadamente em relação aos Estados Unidos e ao mundo árabe. Uma maioria de 73% acredita mesmo que o mais adequado é uma abordagem comum da UE em relação ao Brexit, mundo árabe, Donald Trump ou à influência da Rússia e da China, de acordo com um comunicado do PE.

Uma maioria significativa dos europeus pede ainda que a UE seja mais firme na luta contra o terrorismo (80%) e desemprego (78%), na proteção do ambiente (75%) e no combate à fraude fiscal (74%).

Quanto aos portugueses, quanto ao crescimento do país, um terço (31%) acha que a crise vai durar ainda muitos anos, embora um quarto dos inquiridos (25%) sinta que “já estamos a regressar ao crescimento”.

Sobre o sentimento de pertença à UE, os portugueses são dos que menos se identificam com o “ser europeu” (45%), enquanto 97% se assume desde logo português. Mais de metade (54%) considera ser positivo pertencer à família europeia, embora a maioria (57%) se declare "não interessada" nos assuntos europeus (a média UE é de 43%).

O Eurobarómetro foi realizado entre 18 e 27 de março de 2017 através de entrevistas presenciais a 27 901 cidadãos dos 28 Estados-Membros da UE, dos quais 1 061 portugueses.