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Papa em Fátima: BE e PCP não se opõem à tolerância de ponto

TONY GENTILE / REUTERS

Quem tem de decidir é o Governo, mas comunistas e bloquistas já vieram dizer que nada têm em contrário

BE e PCP afirmaram esta quinta-feira que não se opõem à tolerância de ponto no primeiro dia da visita do papa a Fátima, uma competência do Governo, mas os comunistas têm dúvidas devido à "separação entre as Igrejas e o Estado".

"A decisão de decretar tolerância de ponto a propósito da visita do Papa é da responsabilidade do Governo. Trata-se de uma decisão que, embora se compreenda, suscita a dúvida sobre se as razões invocadas – a visita do Papa e a expressão da população católica no nosso País – a justificam, considerando a separação entre as Igrejas e o Estado", afirmou o secretário-geral do PCP numa resposta a uma pergunta da Lusa.

Já os bloquistas, através de uma fonte da direção, afirmaram à Lusa que a tolerância de ponto, "sendo da exclusiva responsabilidade do Governo, o Bloco de Esquerda não se opõe".

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), que, como o PCP e o BE, também apoia o Governo do PS, não se pronuncia "por se tratar de uma competência exclusiva do Governo" e por não conhecer os fundamentos para a tolerância de ponto.

Também questionado pela Lusa, o líder parlamentar e presidente do PS, Carlos César, afirmou concordar com a decisão do Governo, afirmando não considerar excessivo decretar a tolerância de ponto na função pública.

O Governo vai conceder tolerância de ponto nos serviços públicos a 12 de maio, dia em que o papa Francisco chega a Portugal para o centenário das "aparições" de Fátima, disse esta quinta-feira à Lusa fonte do executivo.

A mesma fonte adiantou à agência Lusa que a tolerância de ponto será dentro em breve anunciada formalmente pelo Governo.

O papa Francisco visita Fátima a 12 e 13 de maio para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das "aparições" na Cova da Iria, em 1917.

O papa tem também encontros agendados com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa.