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Defesa de Sócrates: “Se fosse uma avioneta que caísse... isso é um assunto do senhor Presidente"

Luís Barra

Em declarações à TSF, o advogado João Araújo criticou a atuação do poder judicial, que considerou não estar a “funcionar com regularidade”

Depois de a Procuradoria-Geral da República ter dado mais tempo para concluir a investigação da Operação Marquês, em que um dos arguidos é José Sócrates, João Araújo, advogado do antigo primeiro-ministro criticou a atuação da justiça, que diz não estar a “funcionar com regularidade”. Em declarações à TSF defendeu que “alguém tem de se ocupar” em garantir o “normal funcionamento do poder judicial”.

“É evidente que o senhor Presidente da República não é para aqui chamado. Se fosse uma avioneta que caísse, ao pé de um supermercado... isso é um assunto do senhor Presidente. Agora, uma instituição tão vital como é a justiça, que não funciona, isso já é um ‘fait divers”, ironizou o advogado após ter sido questionado se Marcelo Rebelo de Sousa deveria intervir.

Há pouco mais de uma semana, quando uma avioneta caiu junto a um supermercado em Tires, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se ao local de imediato. Cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Era a esta situação que João Araújo fazia referência.

Esta quinta-feira, a Procuradora-Geral da República resolveu dar mais três meses aos investigadores do caso da Operação Marquês. Esses três meses só começam a contar a partir do momento em que cheguem a Portugal as informações pedidas à Suíça, data que a própria PGR afirma não ser possível prever.

A defesa do primeiro-ministro reagiu à decisão também através de um comunicado intitulado “à sexta, não foi de vez”. Os advogados acusaram a acusam a PGR de acumular “irrazoáveis razões para explicar a continuada violação da Lei” e de “mais uma vez” não fixar qualquer prazo.