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Política

PSD defende que só “sociedade livre, justa e inclusiva” acaba com privilégios e corrupção

Marcos Borga

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho fez esta terça-feira uma separação entre dois modelos de sociedade para defender que apenas "uma sociedade livre, justa e inclusiva" combate privilégios injustificados e corrupção

No seu discurso na sessão solene dos 43 anos do 25 de Abril, a também candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa traçou "uma fronteira clara" entre duas opções de sociedade, separadas por "pensamentos políticos inconciliáveis".

"Uma fronteira tão nítida quanto o paralelo 38 que divide as Coreias. Uma fronteira que, de um lado coloca o primado da pessoa e do seu projeto de vida, e do outro um Estado totalitário gerador de pobreza e de injustiça", referiu.

De um lado, disse, está uma sociedade baseada "num mercado livre e concorrencial", com "incentivos à iniciativa privada e às empresas. Do outro, defendeu, uma sociedade "caracterizado pela insegurança do direito de propriedade e da livre iniciativa económica, pela opacidade e ausência de escrutínio".

Leal Coelho citou o líder histórico social-democrata Francisco Sá Carneiro e agradeceu ao histórico socialista Mário Soares, que faleceu este ano, num discurso em que nunca utilizou a expressão "25 de Abril" e que recebeu palmas das bancadas do PSD e do CDS-PP.

A vice-presidente do PSD voltou a defender a criminalização do enriquecimento ilícito, considerando que a sociedade desejada pela maioria dos portugueses "é uma sociedade na qual a proveniência da riqueza deve ser justificada, e assim o enriquecimento ilícito criminalizado".