Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PCP diz que é preciso “ir mais longe” para recuperar direitos conquistados em abril

Marcos Borga

Deputado Jorge Machado, do PCP, diz que “muitos dos direitos conquistados com abril” têm sido “ameaçados, destruídos e comprometidos” pelas “políticas de direita”. E que, apesar da recuperação com o atual Governo, é preciso fazer mais

O PCP assume que na "nova fase da vida política nacional", com o apoio de BE e PCP ao atual Governo, "foi possível dar passos, ainda que insuficientes, no sentido da recuperação de direitos e salários", mesmo "apesar das opções do PS e do seu Governo". Mas, apelou o deputado comunista Jorge Machado, "importa ir mais longe".

No terceiro discurso da sessão solene comemorativa do 43.º aniversário do 25 de abril, esta terça-feira de manhã, na Assembleia da República, o PCP teve uma intervenção com fortes críticas ao anterior Governo PSD-CDS, por entender que este agiu "contra os valores de abril".

"Durante décadas os direitos conquistados com a Revolução de abril foram atacados, seguiram-se os anos negros do PEC e do Pacto de Agressão. Durante estes anos, o agravamento da exploração, o empobrecimento, a saída do país de centenas de milhares de portugueses, a destruição dos serviços públicos, a descaracterização do regime democrático e comprometimento da soberania nacional foram apresentadas como virtudes, como inevitáveis para promover a resignação de um povo e de um país", contextualizou Jorge Machado.

Apesar de defender que "muitos dos direitos conquistados com abril" têm sido "ameaçados, destruídos e comprometidos" pelas "políticas de direita", o deputado comunista defende que "é inquestionável que abril deixa uma lição - é possível transformar o sonho em realidade e viver num país mais justo".

Além de reiterar várias das reivindicações que o PCP tem apresentado ao atual Governo - no sentido de ver reconhecidos os direitos dos trabalhadores e pensionistas, por exemplo - o deputado do PCP defendeu ainda a necessidade, no contexto internacional, de "travar a escalada belicista e a guerra" e de promover "a não ingerência e a resolução pacífica dos conflitos", um "valor de abril que importa defender e aplicar".