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Política

“O primeiro-ministro, na Assembleia, só ouve os discursos do 25 de Abril”

Marcos Borga

No Palácio de São Bento, António Costa não adianta o que teria dito se tivesse discursado esta manhã no Parlamento. Mas responde ao apelo do Presidente, que esta manhã pediu mais crescimento para a economia portuguesa: “Todos os dias trabalhamos para isso”

Nas comemorações dos 43 anos da Revolução de Abril, no Palácio de São Bento, esta tarde, António Costa sublinhou as metas que o atual Governo tem fixado, no mesmo dia em que o Presidente da República referiu, no seu discurso na Assembleia da República (AR), a necessidade de se apostar em “mais crescimento”.

“As metas que o Governo tem fixado são as que se encaminham para aquilo que já conseguimos: trajetória de convergência para União Europeia [UE] e crescimento”, declarou esta tarde aos jornalistas. “Todos os dias trabalhamos para isso.”

Mas recusa-se a avaliar o discurso do Presidente. “O Governo não dá notas aos Presidentes, ouve com atenção e a relação tem sido franca e leal, de ambas as partes.” E recusa-se a adiantar aquilo que diria se tivesse discursado na AR, esta manhã. “Teria pensado no discurso, assim não...” E remata: “O primeiro-ministro, na Assembleia da República, só ouve os discursos do 25 de Abril.”

António Costa recua até 1974, recordando que a 25 de Abril estava em casa, com a mãe que, por ser jornalista, teve de ir trabalhar. “Deixou-me em casa de uma amiga, onde fiquei fechado o dia todo, infelizmente.” Mas no dia seguinte já seria diferente: “Dia 26 já foi dia de liberdade, já pude ir para a rua.”