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Política

Partidos pedem campanha de sensibilização pela vacinação

Justin Sullivan/Getty Images

Relembrar a importância das vacinas e o papel na erradicação de doenças em Portugal, reforçando a informação já disponível e sensibilizando as famílias, é um passo que deve ser dado, defendem os partidos

Lançar uma campanha de sensibilização em torno da importância da vacinação, reforçando a informação já existente, é um ponto em que todos os partidos estão de acordo, num momento em que a epidemia de sarampo tem levantado várias perguntas.

“O que é fundamental agora? Fazer uma campanha pela vacinação”, defende o deputado do PSD Miguel Santos, com o pelouro da Saúde, lembrando que Portugal tinha conseguido erradicar o sarampo e que houve “grandes campanhas pela necessidade de vacinação” depois do 25 de abril. “O que faz sentido é que o Estado – que se alheou destas campanhas – e o Governo lancem rapidamente uma campanha pedagógica do que é uma vacina.”

É também nesse sentido que o Bloco de Esquerda está a trabalhar num projeto de resolução que recomenda ao Governo que aposte na sensibilização e informação sobre a vacinação, através de uma campanha difundida anualmente pelos meios de comunicação social.

“É importante que as autoridades reforcem a campanha de vacinação, tendo anualmente uma sensibilização”, defende Moisés Ferreira, deputado do BE. “Há uma geração, hoje com 30 ou 40 anos, que cresceram com o Plano Nacional de Vacinação, já depois do 25 de abril, num país onde as epidemias não eram norma e as doenças estavam controladas. Isso pode ter levado a que hoje algumas pessoas não deem à vacinação a importância que tem.”

Também o PS considera importante que se alargue a informação disponível sobre o assunto, numa lógica de “reforço” das campanhas de sensibilização pela vacinação que já existem, como sublinha a deputada socialista Luísa Salgueiro.

Lançar uma campanha de sensibilização é igualmente um dos pontos defendidos pelo PCP. “Defendemos a sensibilização em torno da vacinação, tomando a evidência científica como fator”, afirma a deputada comunista Carla Cruz.

Em sintonia está também o CDS, não duvidando de que em causa está um assunto de saúde pública, como reforça a deputada Isabel Galriça Neto. Lançar uma campanha faz sentido, “mas não de forma isolada”, sublinha, numa referência ao debate aprofundado e “sereno” que deve também ser iniciado.

Sublinhando a importância de não haver “alarmismos sociais”, e considerando que a comunicação social tem um papel a desempenhar nesse sentido, a deputada defende que neste momento o que era prioritário era tomar as medidas imediatas, “que estão a ser tomadas”. E então, de seguida, lançar um debate, baseado sobretudo em “rigor técnico”, ouvindo várias entidades e sem o restringir apenas à Assembleia da República.