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Política

PSD acusa Governo e maioria de esquerda de serem “generosos” com a banca

José Carlos Carvalho

Durante a discussão do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas, a ex-ministra das Finanças argumentou que com o corte de 12 para cinco anos do prazo de reporte de prejuízos das empresas “fica agora claro é que, para este Governo e para os partidos que o apoiam – PCP e Bloco –, só a banca merece cuidados e preocupações”

A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque acusou esta quarta-feira o Governo e a maioria de esquerda de serem amigos dos bancos, para os quais só há medidas generosas nos programas de reformas e de estabilidade.

"Medidas mesmo, e generosas, só para a banca. Depois de ter renegociado o empréstimo ao fundo de resolução em termos tais que passou, efetivamente, grande parte do custo para os contribuintes, a maioria propõe-se agora dar aos mesmos bancos a possibilidade de deduzirem os prejuízos correspondentes às imparidades durante 15 anos", afirmou Maria Luís Albuquerque.

Numa intervenção no parlamento, durante a discussão do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas, a ex-ministra das Finanças argumentou que, por exemplo, com o corte de 12 para cinco anos do prazo de reporte de prejuízos das empresas "fica agora claro é que, para este Governo e para os partidos que o apoiam - PCP e Bloco-, só a banca merece cuidados e preocupações".

"Só no setor da banca as empresas podem ser grandes e ter mais tempo para deduzir prejuízos, pagando menos impostos. Só a banca precisa de reforçar capital. As esquerdas unidas não gostam de empresas grandes que criem muitos postos de trabalho, que inovem, que investam, e que possam ter condições para competir além-fronteiras para serem 'players' globais", defendeu.

"Se há coisa que Portugal precisa é de aumentar a dimensão média das suas empresas, mas a menos que seja um banco, escusa de contar com qualquer incentivo deste Governo das esquerdas. Amigos mesmo, só dos bancos", afirmou.

Referindo que o prazo de 12 anos se mantém para as pequenas e médias empresas, Maria Luís Albuquerque sublinhou: "Infelizmente, a esmagadora maioria não apresenta lucros tributáveis, logo, não beneficia deste prazo".

"Quem diria, senhores deputados do PCP e do BE, que se riram revelar tão prestimosos para com a parte do grande capital que mais criticaram antes de experimentar o poder", acusou.