Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Ministro ironiza com o PSD e com o Diabo que “não apareceu”

José Carlos Carvalho

Parlamento debate Programa de Estabilidade e Plano Nacional de Reformas. Pedro Marques, ministro do Planeamento, representa o Governo

O Governo abriu hoje o debate, no parlamento, sobre os Programas de Estabilidade e de Reformas com um ataque ao PSD, afirmando que Portugal não teve resultados económicos maus e “o diabo não apareceu”.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, ironizou com as palavras do ex-primeiro-ministro e atual líder do PSD, Pedro Passos Coelho, quando anteviu dificuldades para o país num jantar com deputados, em julho de 2016, e disse: “Gozem bem as férias que, em setembro, vem aí o diabo.”

“Anunciaram, porque verdadeiramente o desejavam, o Diabo em cada esquina, convencidos de que apenas as suas políticas, de austeridade e empobrecimento, poderiam ser o caminho para o país”, afirmou Pedro Marques, aplaudido apenas pela bancada parlamentar do PS, partido do Governo.

Para “desalento de alguns, mas a satisfação dos portugueses, o Diabo não apareceu” e o que se assistiu foi, disse, à “retoma do investimento, a recuperação da economia e o crescimento do emprego”.

O governante afirmou ainda que as reformas lançadas pelo executivo foram “a rota certa” e “estão a impulsionar a economia e o emprego e a melhorar a vida dos portugueses”.

“Ao mesmo tempo, cumprimos e até superámos as metas orçamentais”, declarou.

No seu discurso de menos de seis minutos, e em que dedicou metade a criticar a oposição, e em especial o PSD, Pedro Marques ainda disse estar à espera que Passos Coelho defenda o voto no PS, PCP e BE.

Era a referência do ministro socialista a uma entrevista de Passos em que este afirmou que passaria “a defender” o voto nos três partidos se a estratégia do executivo de António Costa resultasse.

De resto, Pedro Marques afirmou “os resultados são encorajadores” em resultados “das reformas estruturais” em curso.

E deu vários exemplos dessa estratégia, como a aposta na educação e no combate ao “défice das qualificações”, “do pré-escolar aos 600 mil adultos que não podem ficar para trás”.

Outro exemplo dado foi o reforço da “competitividade através da inovação, da ciência e do conhecimento nas empresas, como o Programa Interface, o Indústria 4.0 ou o StartUP Portugal”.

“A recuperação dos rendimentos das famílias, a gratuitidade dos manuais no 1º ciclo, o combate ao insucesso escolar, o reforço da rede de cuidados continuados, a aposta no interior do país ou a promoção da cultura para todos são apenas algumas das iniciativas que estão a melhorar a qualidade de vida dos portugueses, de todos os portugueses”, concluiu.