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Dirigente do PSD/Lisboa defende primárias no partido

Depois de Miguel Relvas, é Rodrigo Gonçalves, vice-presidente do PSD de Lisboa, que vem dizer que é tempo do partido começar a pensar em primárias para eleger o seu próximo candidato a primeiro-ministro

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O vice-presidente da concelhia do PSD de LIsboa, Rodrigo Gonçalves, quer que o partido comece a pensar em realizar eleições primárias para a escolha do seu próximo candidato a primeiro-ministro.

Em artigo de opinião publicado hoje no jornal i, Rodrigo Gonçalves - que, em dezembro, desafiara Pedro Passos Coelho a apresentar-se como candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa - defende as primárias como “uma estratégia de estímulo de cidadania” que devia ser adotada “numa altura em que as sondagens revelam um afastamento do eleitorado e principalmente numa fase em que é necessário voltar a falar para as pessoas dando-lhes esperança e apresentando uma alternativa”.

“A possibilidade de escolha de um candidato a primeiro-ministro tem grandes vantagens e enriquece a nossa democracia”, escreve o dirigente do PSD de Lisboa, que sugere que a reflexão comece a ser feita dentro do PSD “sem tabus e com a coragem de quem ver o PSD voltar a dirigir os destinos do país”.

O artigo de Rodrigo Gonçalves sucede-se a declarações de Miguel Relvas, no mesmo sentido, há cerca de um mês. Participando num seminário em Brasília, também o ex-ministro adjunto de Passos Coelho defendeu primárias. Para Relvas, esse processo, estreado em Portugal, em setembro de 2014, por iniciativa de António José Seguro, foi “um passo para a modernidade partidária que merece um elogio.” E mostrou-se convicto que esta reforma interna do PS (de que resultou, de resto, a demissão de Seguro da liderança do partido e a subsequente eleição de António Costa) terá necessariamente impacto em todo o sistema partidário: “Acredito pessoalmente que muitos outros partidos serão futuramente pressionados para também mudarem, incluindo meu”.